Combate ao assédio moral, sexual e discriminação de gênero: MPT-MS reforça apoio a políticas públicas em defesa da mulher

Termo de cooperação técnica com o município de Campo Grande oportuniza a destinação de recursos pelo MPT-MS, provenientes de acordos eventualmente firmados ou de condenações infligidas a título de dano moral coletivo, com o objetivo de amparar mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social

Campo Grande (MS) – No Dia Internacional da Mulher, ocasião emblemática que celebra as conquistas, lutas e aponta desafios enfrentados pelas mulheres em todo o mundo, o Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT-MS) reforça seu compromisso com a defesa e a promoção da equidade de gênero na esfera laboral. Na manhã desta segunda-feira (4), o MPT firmou, junto ao município de Campo Grande, um termo de cooperação técnica com o objetivo de promover a efetiva implementação de ações, medidas e políticas públicas em prol do bem-estar e desenvolvimento das mulheres na Capital.

Foto: Divulgação

Esta ação é consonante às convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU) a fim de se cumprir a Agenda 2030. O ODS nº 5 – Igualdade de Gênero, o qual visa alcançar a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres e meninas, e o ODS nº 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, o qual objetiva promover o crescimento econômico e sustentado, inclusivo e sustentável, emprego
pleno e produtivo, além do trabalho decente para todos, são os pilares contemplados por esta iniciativa em Campo Grande

Busca pela igualdade de oportunidades e enfrentamento ao assédio no estado

Relatório processual do MPT-MS apontou que, de janeiro de 2023 até março de 2024, há 329 procedimentos ativos, incluindo registros de denúncias, inquéritos civis, procedimentos preparatórios e de acompanhamento judicial, abordando os temas de “igualdade de oportunidades” e “violência, assédio e discriminação nas relações de trabalho” em Mato Grosso do Sul. A estatística reforça a importância de uma atuação contínua e vigilante na garantia dos direitos das trabalhadoras e na promoção de um ambiente laboral justo e seguro.

Mediante parceria com a Subsecretaria de Políticas para a Mulher (Semu), o acordo estabelece que, com base nas prerrogativas do Ministério Público do Trabalho e respeitando a independência funcional dos procuradores do Trabalho, as empresas que assinam termos de ajuste de conduta ou que são condenadas judicialmente podem ser solicitadas a repassar recursos ao FUNDOMULHER. Esses recursos serão transferidos para uma contracorrente específica do fundo ou para outra conta acordada entre as partes. Os repasses serão provenientes de termos de ajuste de conduta ou de condenações por danos morais coletivos.

Fortalecimento das políticas públicas em favor da mulher

A assinatura do documento marca um avanço significativo no amparo a mulheres em situação de vulnerabilidade. A parceria é fruto de uma comunhão de esforços para implementação de políticas públicas e medidas práticas dedicadas ao enfrentamento à violência e discriminação contra a mulher, equidade de gênero e promoção dos direitos das
mulheres, especialmente com relação à temática justrabalhista.

O apoio financeiro a projetos específicos para essa parcela da população presta suporte aos mecanismos de proteção dos direitos das mulheres, com o intuito de oportunizar o acesso à justiça, à segurança e à igualdade de tratamento em diversas esferas da sociedade. Cândice Gabriela Arosio, procuradora-chefe do MPT-MS, ressalta a necessidade urgente da redução das disparidades e assegura que as mulheres carecem de acesso equitativo a serviços e oportunidades.

“Essa parceria representa uma iniciativa substancial pela igualdade de gênero e pela proteção dos direitos das mulheres em Campo Grande. Estamos unindo esforços para garantir que políticas públicas sejam efetivamente implementadas e que recursos estejam disponíveis para a promoção da inclusão, qualificação e liberdade econômica dessas mulheres”, considerou a procuradora-chefe do MPT-MS.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul

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