O golpe do Pix

Prof. Bruno Cunha – Foto: Arquivo Pessoal

O Pix é a sensação do momento no mercado financeiro. O sistema de pagamento eletrônico por meio de chaves, número de celular, QR Code, links, foi uma inovação no sistema financeiro brasileiro que ganhou proporções dantescas. Até o ponto dessa fama e sucesso ultrapassar as fronteiras do Brasil, sendo elogiado internacionalmente.

As transações realizadas pelo Pix se popularizaram e penetraram em diversas camadas da população, até então, excluídas do sistema bancário, muitas vezes. Por outro lado, trouxe oportunidade para bandidos e oportunistas. Por isso, o Pix é, hoje, um dos primeiros colocados em golpes e fraudes.

O primeiro tipo de golpe é do link enviado por mensagens pelo WhatsApp, que rouba dados daquela pessoa que clica sem pensar, geralmente atraída por ofertas adequadas ao interesse dela. Depois de acessar o link, a pessoa é direcionada para uma área onde ao inserir dados da sua conta bancária, senha, e os ladrões fazem a festa.

O segundo tipo é do QR Code falso. Na intenção de fazer um Pix e pagar uma conta ou boleto, as informações contidas no QR Code não direcionam à instituição que o usuário pretendia. Na verdade, o valor do Pix é transferido para outra conta desconhecida. A pessoa, contudo, sem saber, transfere o dinheiro pensando ser para a pessoa ou empresa correta, mas, na verdade, caiu no golpe, e só saberá quando for cobrada por alguém ou por uma empresa.

Terceiro: Fique atento com boletos bancários, chaves Pix enviadas por e-mails, até mesmo SMS de forma duvidosa. Nesse caso, as chaves Pix são falsas, e seu dinheiro não vai para aquela prestadora de serviço, o que vai gerar atraso na conta e, posteriormente, os avisos de cobrança.

Por último: WhatsApp clonado. Não que seja o último golpe, pois todos os dias surgem muitas formas de enganar pessoas honestas. O golpe pelo WhatsApp clonado acontece da seguinte forma: algum parente, amigo, conhecido tem o seu WhatsApp clonado e manda mensagens para os colegas, familiares, e pede transferências bancárias por meio de Pix.

As pessoas, geralmente, ao receberem mensagem em situações urgentes, problemáticas, tocadas pela situação, agem por impulso. Ao entender que é o parente ou a pessoa conhecida, fazem a transação instantânea por meio do Pix para uma outra conta que não é da pessoa que ela esperava. Do outro lado, alguém faz o saque do dinheiro e a pessoa fica no prejuízo.

O Pix é uma revolução financeira, digital, social e inclusiva. As instituições bancárias, e até o Banco Central, vêm trabalhando para proteger o cidadão, com travas de horários e valores.

Contudo, o que era para facilitar, baratear a vida dos brasileiros se tornou arma nas mãos de bandidos. Sem dúvida alguma, o Pix é uma inovação extraordinária. Cuidado: Não caia no golpe do Pix! Questione, pesquise, confira, peça ajuda se tem dificuldade.

Ajude as pessoas da sua família a amigos que não tem habilidades financeiras ou digitais. Não custa parar e verificar de onde vem o link do Pix, de quem é esse número do Pix, ligar para este celular antes, pedir ajuda, conferir. Não tenha pressa nessas horas, pois como diz o ditado: “a pressa é inimiga da perfeição” e, neste caso, do seu bolso.

* Prof. Ms. Bruno Cunha, missionário da Comunidade Canção Nova, é economista, com 20 anos de experiência em Finanças, Macroeconomia, Mercado Financeiro, Educação Financeira, Finanças pessoais e Administração Financeira e Orçamentária. Mestre em Desenvolvimento Regional pela UNITAU; MBA pela FGV e graduação em Ciências Econômicas pela UFPE. Atualmente, professor e assistente de coordenação do curso de Administração na FCN.

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