Celebração deste sábado é motivo de felicidade para brasileiros

Márcio Lopes de Freitas – Foto: Flora Egécia

Neste sábado, dia 1º/7, o Brasil estará de mãos dadas a mais de 100 países para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. A data foi criada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que renova, anualmente, o mote da celebração. Com isso, em 2017, celebra-se o fato de que as cooperativas garantem que ninguém fique para trás, enquanto trilham os caminhos da sustentabilidade socioambiental em seus negócios. E, aqui no Brasil, o Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado de uma forma bem especial: com as iniciativas do Dia de Cooperar. É o que nos diz o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, entrevistado desta semana. Confira!

Qual é a importância do Dia Internacional do Cooperativismo para o setor no Brasil?

Márcio Lopes de Freitas: Essa é uma data de extrema relevância para o cooperativismo global, afinal, dentre os diversos objetivos desse dia está o de nos lembrar quem nós somos, qual o propósito de nossas empresas e como podemos, juntos, encontrar a melhor forma de marcar nossa posição no mercado e na vida de um consumidor cada vez mais antenado e que pauta seu consumo em valores éticos que perpassam pelos aspectos humano e ambiental.

Então, o Dia Internacional do Cooperativismo celebra exatamente isso: a união, numa mesma confraternização de todos os povos ligados ao nosso jeito humano de fazer negócio, de gerar renda, de incluir as pessoas. Aliás, quando fazemos essa afirmação, é fundamental destacar que o modelo cooperativista alcança cerca de um bilhão de pessoas no planeta. A própria ACI estima que uma em cada sete pessoas no mundo é associada a uma das cooperativas presentes em mais de 100 países, gerando mais de 250 milhões de empregos.

E, no Brasil, os nossos números também são bastante expressivos. São mais de 13,2 milhões de cooperados, vinculados a mais de 6,6 mil cooperativas. Somos muitos e se consideramos que há pelo menos mais quatro familiares de um cooperado, ligados à sua atividade cooperativista, somos ainda mais, já que, segundo nossos cálculos, um quarto da população brasileira é cooperativista. Vale destacar, ainda, que o número de empregos gerados pelo cooperativismo também é de impressionar: são mais de 380 mil postos de trabalho.

Por isso celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo no Brasil é tão importante e a data ganhou um significado ainda mais especial em 2015, quando decidimos celebrar também os resultados do Dia de Cooperar, o nosso Dia C. Portanto, essas duas celebrações são motivo de grande felicidade para nós cooperativistas e brasileiros.

O que o Dia C representa para as cooperativas e para o Brasil?

Márcio Lopes de Freitas: Esta é uma pergunta muito importante. O Dia C é o programa de responsabilidade socioambiental desenvolvido pelas cooperativas brasileiras, com o apoio do Sistema OCB e de suas organizações estaduais. Diferente do que o nome pode sugerir, as ações ocorrem ao longo de todo o ano, e não apenas em um dia. São projetos contínuos que promovem uma verdadeira transformação social nas comunidades, como melhorias expressivas no cuidado à saúde, à educação, ao meio ambiente e diversos outros aspectos, dependendo das necessidades específicas de cada localidade.

Como é a celebração do Dia de Cooperar?

Márcio Lopes de Freitas: Cooperativas, voluntários e colaboradores se reúnem em espaços públicos e oferecem serviços gratuitos e ações sociais para as comunidades locais. Cada estado tem uma programação, mas, em geral, é um momento de estar perto das pessoas e de transmitir a mensagem de que temos de nos mobilizar e trabalhar por um mundo mais justo e sustentável. Como o próprio tema do Dia Internacional do Cooperativismo diz: cooperativas garantem que ninguém fique para trás.

O Dia C contribui para os ODS da ONU. De que forma isso ocorre?

Márcio Lopes de Freitas: O Dia de Cooperar representa para nós, cooperativistas, um compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que precisamos sempre manter um olhar voltado para o jeito humano e ambientalmente responsável de fazer negócios. Tendo isso em mente, o potencial transformador desses projetos do Dia C precisa, então, ser muito bem direcionado às necessidades das comunidades. É justamente por isso que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS como são mais conhecidos, funcionam como parâmetros, para que se tenha metas mais concretas. Afinal, a ideia é que iniciativas como as do Dia C demonstrem, na prática, o papel desempenhado pelas cooperativas como agentes de transformação de realidades.

O Dia C existe desde 2009. O que mudou desde a sua criação?

Márcio Lopes de Freitas: O Dia C é uma ideia que nasceu em 2009, no nosso querido estado de Minas Gerais, que nos cedeu o direito de nacionalizá-lo. Isso ocorreu em 2013. Desde então, nosso trabalho tem sido atuar na sensibilização das cooperativas para que desenvolvam ações de longo prazo e não apenas iniciativas pontuais. Claro que tudo que é pensando e realizado tem seu valor, mas considerando o nosso princípio de preocupação com a comunidade, precisamos contribuir de forma perene com a sociedade que está no entorno das cooperativas. Assim, cada um faz a sua parte e todos ganham.

Começamos tímidos, mas já temos resultados muito importantes e que mostram a evolução do programa. No ano passado, por exemplo, foram realizadas ações em 777 municípios, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e a expectativa para 2017 é de beneficiar pelo menos um milhão de pessoas com os projetos estruturados do Dia de Cooperar.

E, assim, queremos convidar a todos os cooperados do Brasil a estar nas ruas neste sábado, mostrando que quando nos unimos, somos mais fortes, contribuímos muito mais e vamos mais longe, sem deixar ninguém para trás.

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