Todos os caminhos me levam pra você

Foto: Divulgação

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O amor é um sentimento que nem sempre traz felicidade.

Teria alguém se apaixonado, amado,

sem nunca ter sofrido, chorado?

No final de um grande amor sempre vem a solidão.

Se é que um grande amor um dia chega ao fim.

O coração nem sempre responde à razão.

Ou melhor, ele nunca responde à razão!

como eu queria entender, esse meu coração.

Ama sem ter razão e não quer te esquecer!

Queria terminar, parar de sofrer, seguir outro destino.

Mas todos os caminhos me levam pra você.

Foto: Divulgação

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Não sei o que estou fazendo

Nem se vai ser melhor!

Estou indo embora, te deixo agora

Um bilhete de adeus!

Por causa de você, foi que eu aprendi.

Que a melhor saída é viver a vida,

longe de você, e do seu amor que me faz sofrer.

Esse coração idiota, parece que gosta mesmo de sofrer

Sofro a cada momento, cada pensamento que me lembra você

Você com seus beijos me aquece e me enlouquece de tanto prazer

E que depois me ignora, parece que gosta de me fazer sofrer!

Eu eu queria entender, esse meu coração

Ama sem ter razão, vive na solidão,

E não quer te esquecer!

Queria terminar, parar de sofrer, seguir outro destino.

Mas todos os caminhos me levam pra você.

Esse coração idiota, parece que gosta mesmo de sofrer

Sofro a cada momento, cada pensamento que me lembra você

Você com seus beijos me aquece e me enlouquece de tanto prazer

E que depois me ignora, parece que gosta de me fazer sofrer!

Como eu queria entender, esse meu coração

Ama sem ter razão, vive na solidão,

E não quer te esquecer!

Queria terminar, parar de sofrer, seguir outro destino.

Mas todos os caminhos me levam pra você.

Jads & Jadson – Foto: Divulgação

Jads & Jadson – Foto: Divulgação

O violão certamente é um instrumento típico do cancioneiro popular brasileiro. Mas assim como tantas outras coisas não foi criado no Brasil e sim aperfeiçoado e excelentemente manejado. Sua origem tem duas fortes vertentes: uma condiz com uma forte ligação com a península ibérica, levada pelos árabes e a outra na Grécia, descendendo da Lira. Também podemos lembrar do “Alaúde” ou ainda da “Cítara”, mas certamente existem gravuras de épocas anteriores a Cristo, lembrando pessoas tocando instrumentos com a aparência do violão e da viola. Mas independente disso, a música essencialmente evidenciada pelos instrumentos de corda, construíram o universo da música caipira.

E essa musicalidade, atualmente, representa a manifestação popular de maior importância para a identidade cultural brasileira. Até porque, está calcada justamente na diversidade de ritmos, pelo violão ou pela viola ou craviola e também pelas narrativas e causos. Ser sertanejo é ter amor a terra, e que traz em suas mãos calejadas pelo trabalho, um pouco de poesia e das misturas étnicas. E tudo isto chegou ao mundo fonográfico lá no final da década de 20 com Cornélio Pires, grande jornalista e pesquisador da cultura musical brasileira que convenceu a gravadora Colúmbia a investir no gênero. E assim esse sentimento vai passando de pai pra filho tal qual um legado.

Jads & Jadson – Foto: Divulgação

Jads & Jadson – Foto: Divulgação

E assim foi com a dupla Jads e Jadson. Do pai, amante da música e de um sonho ao colocar o nome de batismo com as iniciais do próprio nome “José Alves dos Santos” também veio o dom de cantar, tocar e compor.  Aliás, as composições da dupla recebem influências de compositores antigos, falando de carinho, atenção e amor na linguagem tradicional. São eternos apaixonados pela vida, pela música e pelas pessoas. E chegam e-mails a redação de pais dos pequenos fãs da dupla que já estão se preparando para acompanhar, com outros “admiradores mirins” os cantores no camarim, nos próximos shows. O próximo no MS será realizado dia 15 de janeiro na nossa Cidade Branca – Corumbá, Capital do Pantanal E assim eles demonstram que não importam o sobrenome ou o que carregam no bolso, que importa é a pureza do coração e a capacidade de amar.  Desilusões e tristezas fazem parte da vida e da música, mas o amor faz renascer a vida. O amor faz o humor vulnerável parecer mais vulnerável, faz seguir o vento ou nadar contra a corrente, mas sempre cantando.

E Jads e Jadson, ainda que paranaenses abraçaram e foram abraçados por Mato Grosso do Sul, e assim trilham seu caminho de vitórias, sem esquecer o essencial: o público e o sentimento deles, cantado em verso e prosa; e como bem dizia os amigos: Flavinho Tinto, Nando Marx, Douglas Melo e o próprio Jadson …Toca aí um João Mineiro e Marciano, to sofrendo mas tá passando.

(*) Crítico Musical

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