Setor produtivo e governo de MS debatem viabilidade da rota bioceânica

Federações de MS e instituições públicas irão elaborar pauta conjunta para seminário sobre o tema.

Foto: Jessica Barbosa/SEGOV

Foto: Jessica Barbosa/SEGOV

“A logística de transporte da produção agropecuária, em especial, o setor de grãos é uma das principais pautas do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, considerando que representa importante fator determinante à competitividade dos produtos sul-mato-grossenses”. A afirmação é do diretor executivo da Federação, Lucas Galvan, referindo-se à importância de alternativa viável de escoamento para o Estado, como, por exemplo, a rota bioceânica.

 O tema foi amplamente debatido em uma reunião realizada nesta sexta-feira (10), na sede da Governadoria, com o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, representado pela Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária), Fiems (Federação das Indústrias), Faems (Federação das Associações Empresarias), Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e SetLog/MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística), que decidiram elaborar, em conjunto, a pauta que será apresentada durante o “Seminário do Corredor Bioceânico Rodoviário Brasil, Paraguai, Argentina e Chile”, programado para os dias 28, 29 e 30 de julho, em Campo Grande (MS).

Para Galvan, a rota biocênica pode auxiliar na logística do setor produtivo. “Julgamos importante discutirmos alternativas para fazer com que a nossa produção agropecuária chegue rapidamente a um custo menor e em menos tempo aos nossos principais consumidores, em especial à China. Portanto, a rota é um dessas alternativas e esse esforço conjunto entre o Governo Federal, Estadual e federações, poderá viabilizar esse importante corredor logístico internacional”.

Participaram do encontro, o ministro de Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro (via telefone), o governador Reinaldo Azambuja, os secretários estaduais Eduardo Riedel, (Governo e Gestão Estratégica), Ednei Marcelo Miglioli (Infraestrutura) e Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) e os presidentes da Fiems, Sérgio Longen, da Fecomércio-MS, Edison Araújo, da Faems, Alfrendo Zamlutti Júnior, e do SetLog/MS, Claudio Cavol.

 Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a reunião, que foi agendada pelo Governo do Estado e Ministério das Relações Exteriores para discutir a pauta do Seminário, serviu para dar um norte sobre a participação do setor produtivo no evento, pois se discutiu os projetos de integração via Rota Bioceânica que contemplam Mato Grosso do Sul. “Entendemos que se trata de um assunto de extremo interesse para o setor e uma reivindicação antiga dos empresários. Mais do que nunca esse corredor vai criar uma grande oportunidade de negócios para todos os envolvidos, além de viabilizar a integração dos quatro países envolvidos com projetos de natureza econômica e social”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, a rota bioceânica contribuirá de forma decisiva para a viabilização econômica de muitas regiões de Mato Grosso do Sul. “Esse corredor vai trazer grande desenvolvimento para o setor comercial e de serviços, como também viabilizar o desenvolvimento econômico do Estado para o transporte dos seus produtos para a Ásia. Há uma possibilidade muito grande de nós aumentarmos os nossos negócios e desenvolvermos, principalmente, as áreas de comércio e de serviços nesta rota”, previu.

Governos

Já o ministro de Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, disse, por telefone, que o Seminário será uma oportunidade ímpar para que o setor produtivo do Estado possa divulgar os seus produtos para representantes do norte da Argentina, Chile e Paraguai. “Temos de vender as potencialidades de Mato Grosso do Sul, mostrar o que o Estado tem para oferecer, pois entendemos que esse corredor não vai se viabilizar apenas com os governos, mas também com a ajuda do setor privado. Cabe a Mato Grosso do Sul liderar esse processo”, aconselhou, destacando que se trata de um processo crescente, contínuo e bidirecional.

Para o governador Reinaldo Azambuja, o encontro foi muito importante, porque reuniu representantes de todos os setores da economia do Estado e que estão interessados na viabilização dessa rota bioceânica. “É uma rota importante e, dentre todas as que foram divulgadas nos últimos anos, trata-se da que tem a maior viabilidade. Além disso, há um empenho muito grande dos ministérios das Relações Exteriores do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para que esse corredor, partindo de Porto Murtinho e Carmelo Peralta, se viabilize”, cobrou.

O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, acredita que, com a construção da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, o corredor bioceânico vai avançar e segundo o secretário estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, para se fazer uma discussão da rota bioceânica é fundamental a participação do setor privado.

Com informações da FIEMS

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