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O mercado de trabalho tem passado por mudanças importantes em áreas consideradas estratégicas para Mato Grosso do Sul e para o país. Setores como agronegócio, tecnologia, saúde e educação seguem ampliando a demanda por profissionais qualificados, ao mesmo tempo em que exigem formações cada vez mais conectadas às transformações sociais, econômicas e tecnológicas.
Esse cenário também se reflete no ensino superior. O Centro Universitário Estácio, de Campo Grande, passa a ofertar novos cursos de graduação em Agronomia, Pedagogia, Terapia Ocupacional e Engenharia de Software. As formações serão oferecidas em diferentes formatos: Agronomia e Engenharia de Software terão opções presencial e semipresencial, enquanto Terapia Ocupacional será semipresencial.
Para a reitora da Estácio Campo Grande, Carolina Paes e Barros, a ampliação acompanha mudanças observadas em diferentes áreas profissionais. “Quando uma instituição de ensino olha para novas ofertas de graduação, ela também precisa observar o território em que está inserida, as demandas sociais e os caminhos que o mercado tem aberto para os futuros profissionais. São áreas que dialogam diretamente com desenvolvimento, cuidado, inovação e educação”, afirma.
Força do agro e cuidado com pessoas
No agronegócio, os números ajudam a dimensionar a relevância da formação. O setor atingiu um novo recorde no mercado de trabalho em 2025, com 28,4 milhões de pessoas ocupadas, alta de 2,2% em relação a 2024. Os dados são do boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O levantamento mostra ainda que a participação do agro no total de empregos do país passou de 26,1% para 26,3%. Também houve avanço no nível de escolaridade da mão de obra: a participação de profissionais com ensino superior cresceu 8,3%. Em um estado marcado pela força do campo e também da agroindústria, a Agronomia se relaciona a temas como produção, sustentabilidade, inovação, tecnologia e gestão de processos produtivos.
Na área da saúde, a Terapia Ocupacional também ganha espaço. Nos últimos dois anos, houve crescimento de mais de 35% na contratação formal de terapeutas ocupacionais no Brasil, tanto no setor público quanto na iniciativa privada. A profissão atua na promoção da autonomia, da reabilitação, da inclusão e da qualidade de vida, com possibilidades em hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas, ambulatórios, creches, instituições de longa permanência, presídios e oficinas terapêuticas.

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Parte desse crescimento está relacionada aos impactos físicos e emocionais deixados pela pandemia de Covid-19 e ao envelhecimento da população. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro está em aproximadamente 75 anos, e as pessoas idosas já representam cerca de 15% da população. Esse contexto amplia a necessidade de profissionais preparados para atuar em diferentes fases da vida e em múltiplos espaços de cuidado.
Na educação, a Pedagogia mantém papel central na formação de professores e profissionais ligados aos processos de aprendizagem. O curso segue como a licenciatura mais procurada do país. Em 2023, cerca de 852 mil alunos estavam matriculados em Pedagogia, o equivalente a 49,8% de todas as matrículas em cursos de licenciatura no Brasil.
Além da sala de aula, pedagogos podem atuar em gestão escolar, projetos educacionais, organizações sociais, empresas, hospitais e espaços culturais. A demanda pela área também se conecta a um desafio nacional: caso o ritmo atual de formação de docentes se mantenha, o Brasil poderá enfrentar um déficit de 235 mil professores até 2040.
Tecnologia para além do setor de tecnologia
A tecnologia é outro campo em expansão. Segundo levantamento do InfoJobs, o número de vagas na área cresceu 9,5% no Brasil em 2025, passando de 574.760 oportunidades em 2024 para 629.569 no ano seguinte. A Engenharia de Software se insere nesse movimento ao formar profissionais voltados ao desenvolvimento de sistemas, aplicativos, plataformas digitais e soluções tecnológicas.
A digitalização de serviços, empresas e processos faz com que a área deixe de estar restrita ao setor de tecnologia. Hoje, profissionais de software encontram espaço em segmentos como indústria, comércio, educação, saúde, finanças, agronegócio e serviços públicos.
A abertura de novas graduações, nesse contexto, aponta para uma tentativa de aproximação entre ensino superior e transformações do mercado. Mais do que responder a tendências imediatas, a formação de novos profissionais nessas áreas envolve desafios de longo prazo, ligados ao desenvolvimento regional, à inclusão, à inovação e à qualidade dos serviços oferecidos à população.
Para saber mais
Os interessados em conhecer os cursos, metodologias de ensino, formas de ingresso e início das turmas podem entrar em contato com o Centro Universitário Estácio de Campo Grande pelo WhatsApp (67) 99303-7995, pelo Instagram @estacio.campograndems ou diretamente na unidade, localizada na Av. Fernando Corrêa da Costa, 1800.










