Estudo mostra que prevalência é de 1 caso de autismo a cada 30 crianças

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a fazer o rastreio do TEA a partir deste ano.

Jaqueline França – Foto: Acervo Pessoal

A prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atualmente é de 1 caso a cada 30 crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos, nos Estados Unidos. O número foi divulgado em julho deste ano pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenções (CDC) Americano. O levantamento indica um aumento de casos, afinal, a análise anterior apontava para 1 diagnóstico a cada 44 avaliações.

“O estudo mostra ainda que se mantém maior incidência entre os meninos. O estudo não traz as razões para o aumento de casos de autismo, mas ainda assim, permite um monitoramento dessa condição”, explica a psicóloga especialista em autismo, Jaqueline França.

Além do fator genético forte no autismo, o estudo sugere que existem outras hipóteses para explicar os gatilhos de alguns casos e que intensificam os prejuízos no neurodesenvolvimento. “Entre elas, a mudança da relação do homem com as toxinas, alimentação industrializada, visto que é comum as pessoas com autismo apresentarem um organismo mais sensível a substâncias externas entre outras comorbidades gastrointestinais, imunológicas e metabólicas”, afirma a profissional.

RASTREIO – No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a fazer o rastreio do TEA a partir deste ano. Até então, não era feito o acompanhamento a nível nacional. O que se tem são estimativas de que no país existem mais de quatro milhões de pessoas no espectro, seguindo o índice americano de prevalência.

Foto: Divulgação

“Os novos números relacionados à prevalência de autismo, reflete a eficácia e presença maior do compartilhamento de informações. A 12 anos atrás quando iniciei o trabalho na área, poucas pessoas sabiam falar sobre ou citar uma única característica do TEA. Hoje, com a informação chegando mais rápido e com os profissionais buscando mais formações específicas, estamos mais preparados para identificar e fechar o diagnóstico”, comenta França.

AUTISMO – Clinicamente falando, trata-se de um transtorno de desenvolvimento que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir, pois afeta o sistema nervoso e a forma como ele processa as informações. A pessoa com autismo requer acompanhamento com uma série de profissionais especializados. Entre eles, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, educador físico, entre outros.

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