Lombalgia: descubra as causas e tratamentos

Doença muito comum, a lombalgia é também, junto à dorsalgia e à cervicalgia, a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil

Você já sentiu, em algum momento da vida, dores nas costas? Se a resposta for sim – e é bem provável que seja – você faz parte dos 80% da população mundial que já sofreram, sofrem ou futuramente sentirão os incômodos da lombalgia, nome dado às dores que acometem a região lombar (da cintura à nádegas). O dado, constatado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mostra que oito a cada dez pessoas nas mais diferentes faixas etárias podem ter dores nas costas sem uma causa específica ou desencadeadas por enfermidades. Além da lombalgia, a dorsalgia (dor no alto das costas) e a cervicalgia (dor na região do pescoço), também entram na lista.

Além de ser bastante comum, a lombalgia é também, junto à dorsalgia e à cervicalgia, a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. Segundo levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), são mais de 83 mil casos de dores incapacitantes nas costas por ano.

Foto: pixabay.com/Divulgação

Causas da lombalgia

Altamente comum, a lombalgia acomete a chamada região baixa das costas, que compreende a parte que começa na cintura e desce até as nádegas. “Embora dolorosa, ela geralmente desaparece sozinha em alguns dias ou semanas, sem a necessidade de um tratamento específico”, explica o Dr. Marcus Yu Bin Pai, médico especialista em dor e acupuntura e colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP. “No entanto, alguns quadros são mais severos, e estes é que normalmente acabam incorrendo no afastamento dos trabalhadores de suas funções rotineiras”, ressalta o especialista.

O pico de incidência da lombalgia ocorre entre os 35 e os 55 anos, mas não é exclusividade dessa faixa etária e atinge indivíduos de todas as idades. A maior parte das dores não tem uma causa definida – são as chamadas lombalgias inespecíficas. Caso a dor persista, o médico deve ser procurado para que haja uma investigação sobre o que pode estar causando o incômodo.

A lombalgia pode ser aguda ou crônica. Nos quadros agudos, que costumam acontecer por estiramentos musculares, má postura, muito tempo em pé, entre outros motivos repentinos ou imediatos, a dor costuma ceder no máximo após um mês. Nas lombalgias crônicas a dor tem duração superior a três meses, normalmente, e apresenta-se de forma moderada a intensa. Artrite, artrose, hérnia de disco, osteoporose e sedentarismo estão entre as causas mais comuns, mas não são as únicas.

Na maioria dos casos, o médico consegue diagnosticar a lombalgia dentro do consultório, com avaliação do histórico clínico e da identificação de pontos dolorosos. Diversos métodos de tratamento podem ser eficazes. Os chamados métodos conservadores (que não requerem intervenção cirúrgica) costumam dar bons resultados, e a cirurgia é a última opção.

Exercícios posturais, aplicação de bolsa de água quente, uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, aplicação de correntes elétricas transcutâneas, medicinas alternativas como a acupuntura podem ajudar no combate à lombalgia, entre outras possibilidades de tratamento.

É importante evitar a automedicação ou o uso de receitas caseiras, pois alguns métodos, mesmo sendo considerados naturais, podem piorar o quadro. Por isso, é fundamental consultar um médico para que ele indique o melhor tratamento de acordo com as suas necessidades.

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