ZEE é uma alternativa acertada para Serra da Bodoquena, diz a vice-presidente do SBE

Para Lívia Medeiros Cordeiro, que tem doutorado pela USP em Zoologia e é especialista em Espeleobiologia (ramo da Biologia, que estuda a fauna em ambientes subterrâneos), a ZEE é uma alternativa acertada para a região.

No mundo da escuridão, também há vida. A frase, da bióloga Lívia Medeiros Cordeiro (SBE 1835), apresenta-se, com misto de poesia e realismo, como alerta para a situação dos rios subterrâneos da Serra de Bodoquena, que engloba os municípios de Bodoquena, Jardim, Porto Murtinho e Bonito.

Serra da Bodoquena – Foto: Daniel De Granville

Lívia, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia e voluntária do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, participou de reunião com o presidente da Casa de Leis, Paulo Corrêa (PSDB), na no dia 27 de abril. Como um dos encaminhamentos do encontro, o parlamentar irá apresentar proposta de estabelecer, na região da Serra da Bodoquena, um Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE).

O Deputado acrescentou que, a partir da reunião, é possível discutir, inclusive, a criação de uma equipe de espeleólogos para catalogar cavernas da região e a instalação de um museu com fauna e flora dos rios subterrâneos. Além disso, a Casa de Leis poderá sediar audiência para discutir o assunto.

Para Lívia, que tem doutorado pela USP em Zoologia e é especialista em Espeleobiologia (ramo da Biologia, que estuda a fauna em ambientes subterrâneos), a ZEE é uma alternativa acertada para a região. “Com isso, vamos poder delimitar as áreas mais frágeis da Serra de Bodoquena, selecionar atividades e locais onde as práticas são adequadas e orientar melhor os proprietários da região”, enumerou. “O caminho é esse para a gente poder conviver com as peculiaridades da Serra da Bodoquena e atividades econômicas, realizadas de modo sustentável”, avaliou.

A bióloga, falou, de um ambiente pouco conhecido, mas que, mesmo assim, sofre com a poluição. “Lá, o lixo está chegando antes que a gente”, disse. Ela explica que os resíduos, descartados incorretamente na região, são levados pela chuva a esses locais subterrâneos. Além disso, poluentes depositados na superfície também chegam ao subsolo. “Como se trata, neste caso, de um sistema de fraturas e condutos, os contaminantes lançados no solo vão rapidamente para o lençol freático. É como se a gente tivesse um lençol freático com quase zero de capacidade de filtração do que vem de cima”, explicou.

Mais informações: http://www.cavernas.org.br/sbenoticias.asp

Com informações SBE

Fonte: Bonito Notícias

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