Lixo orgânico e saúde pública: a mudança pode começar dentro de casa

Há um tempo, a matéria orgânica voltava aos ciclos naturais sem complicações, mas com o processo de industrialização, o aumento populacional e o crescimento desordenado das cidades, seu descarte passou a ser um sério problema. O Brasil tem uma produção de resíduos sólidos por habitante por ano semelhante à de países desenvolvidos, mas ainda tem um padrão de descarte equivalente ao das nações pobres, com envio para lixões a céu aberto e pouca reciclagem, segundo pesquisa de 2016, da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe).

A destinação inadequada de resíduos contamina o solo, as águas, a flora e a fauna, e traz impacto a um grande número de pessoas, gerando uma série de doenças para o ser humano e custos para os tratamentos de saúde. É preciso pontuar, no entanto, que muitas vezes são ações simples que podem ajudar a reverter essa situação, atitudes que podem começar dentro de casa.

Foto: Divulgação

Para promover uma mudança de hábitos e estabelecer um senso de responsabilidade e compromisso na aplicação dos 3 R’s (Reduzir, Reusar, Reciclar), as empresas devem investir na criação de novas ferramentas e tecnologias que agilizem e facilitem a vida das famílias brasileiras ao mesmo tempo em que favoreçam o meio ambiente.

Enquanto os resíduos descartados em lixões contaminam o solo e lençóis freáticos, poluindo o ar e atraindo ratos e insetos em geral, nas residências o acúmulo desse material ocasiona o mau cheiro e outros incômodos que podem afetar a saúde dos moradores. Uma das saídas para essa situação é apostar na compostagem que transforma os restos de comida em adubo que pode ser usado para cultivar uma pequena horta ou jardineira.

A resposta urgente para os problemas de lixo não é apenas ambiental e de saúde pública, mas também um investimento econômico. No Brasil há exemplos de bom aproveitamento de lixo orgânico, como em Montanha (ES), em que a população aderiu à coleta seletiva e há estrutura eficiente de reciclagem e aproveitamento dos resíduos orgânicos, encaminhados para a compostagem, gerando emprego e renda para os moradores, além de adubo de boa qualidade.

O lixo orgânico é de grande relevância para o desenvolvimento sustentável do planeta. Sua reutilização – ou compostagem – é altamente recomendada a fim de trazer benefícios para o meio ambiente o processo de reciclagem rende um dinheiro para quem pratica.

* Yung K. Shin é diretor, da SmartCara, líder no mercado coreano de produtos de eliminação de resíduos alimentares. http://www.smartcara.com.br/

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