Barco com imigrantes naufraga no litoral da Grécia e mata pelo menos 7 pessoas

Rapaz sírio se emociona ao chegar em terra firme na Ilha de Lesbos, na Grécia – Foto: Aris Messinis/AFP

Rapaz sírio se emociona ao chegar em terra firme na Ilha de Lesbos, na Grécia – Foto: Aris Messinis/AFP

Um barco de madeira lotado com imigrantes sírios naufragou na noite desta quarta-feira (28/10) ao norte da Ilha de Lesbos, no litoral da Grécia, causando a morte de pelo menos sete pessoas, e deixando outras 38 desaparecida. Entre os mortos estão quatro crianças.

O Governo da Grécia determinou que equipes de resgate da Guarda Costeira e da Marinha socorressem imediatamente as vítimas, tendo sido salvos até o momento 45 pessoas. Todas foram levadas para hospitais e, posteriormente, devem ser encaminhadas para abrigos provisórios.

Na última segunda-feira (26/10), a Guarda Costeira grega já havia resgatado 242 imigrantes nas proximidades da Ilha de Lesbos, depois que a embarcação aonde estavam começou a afundar. Essa já está sendo considerada a maior operação de resgate realizada pelo país.

As buscas pelos desaparecidos continuam e devem prosseguir durante toda a noite de hoje. Ao todo, participam quatro barcos da Guarda Costeira, dois navios da Marinha e três helicópteros, que sobrevoam o mar em busca de possíveis sobreviventes.

A Ilha de Lesbos fica localizada a 10 km de distância da Costa da Turquia, no Mar Egeu, e se tornou uma das principais rotas de imigrantes que tentam chegar a Europa.

Na quarta-feira (28/10), a Guarda Costeira resgatou nas proximidades das ilhas gregas de Samos e Agathonisi, 123 pessoas. Na ocasião, 15 pessoas morreram afogadas, entre elas 10 crianças e um recém-nascido.

Médicos, enfermeiros e voluntários de Lesbos e de ilhas próximas estão se revezando para atender a todos os imigrantes. Alguns refugiados estão abrigados em uma Igreja Ortodoxa.

Dados divulgados agora a pouco pelas autoridades gregas revelam que desde janeiro deste ano já entraram na Grécia 500 mil imigrantes sírios, líbios e iraquianos, que fogem das guerras e do Estado Islâmico. Todos utilizam o território grego apenas como passagem para chegar ao Centro da Europa.

Com informações das Agências Reuters e France Presse

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