Polícia francesa prende 2 suspeitos de planejar atentados durante as eleições presidenciais

Policiais franceses se posicionam em frente a um prédio em Marselha, na França, durante a prisão de dois suspeitos de terrorismo – Foto: Claude Paris/AP

As autoridades policiais francesas divulgaram no fim da tarde desta terça-feira (18/04), a informação de que dois suspeitos foram detidos em Marselha, no Sul da França, acusados de planejarem ataques durante a eleição presidencial.

De acordo com informações das principais agências internacionais de notícias, os suspeitos já foram identificados, mas suas identidades não foram reveladas à imprensa. Trata-se de dos cidadãos franceses de 23 e 29 anos, sendo que ambos são considerados extremamente radicais, contrários a política de imigração adotada pelo atual governo.

O ministro do Interior da França, Matthias Fekl, informou que as fotos dos dois suspeitos haviam sido repassadas aos serviços de segurança do país, e que eles estavam sendo monitorados pela polícia, que efetuou a prisão de ambos. Os candidatos à presidência tiveram a segurança reforçada e foram avisados de um possível atentado a eles.

Os dois suspeitos já haviam sido detidos anteriormente por outros delitos, sem relação com terrorismo, mas foram liberados após prestarem depoimento e cumprirem as respectivas penas.

Segundo as investigações, um dos suspeitos de converteu ao islamismo durante o tempo que ficou preso e, após ser solto, começou a ter contato com radicais islâmicos.

Nas residências dos suspeitos foram encontrados e apreendidos “elementos que permitiram materializar este ataque [terrorista]”, disse o primeiro-ministro francês.

As eleições presidenciais na França estão previstas para aconteceu no dia 23 de abril e concorrem ao cargo a ultradireitista Marine Le Pen, o centrista Emmanuel Macron e o conservador François Fillon.

O ministro Matthias Fekl declarou que a segurança em todo o país foi reforçada, e que todos os candidatos sabem dos riscos de um possível atentado durante as eleições.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

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