O valor da cesta básica subiu em 24 das 27 capitais brasileiras em janeiro. É o que aponta a nova pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que contabilizou as principais altas em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%), Rio de Janeiro (3,22%).

Custo da cesta básica subiu em 24 capitais brasileiras em janeiro | Reprodução
No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 854,37), seguida por Rio de Janeiro (R$ 817,60), Cuiabá (R$ 810,82) e Florianópolis (R$ 806,33). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 592,83), Natal (R$ 595,86) e Recife (R$ 600,09).
Segundo o levantamento, o aumento no valor da cesta básica foi provocado pela alta nos preços da carne bovina de primeira, do kg da batata, do café em pó, da manteiga e do pão francês. Apenas o arroz, o leite integral e o açúcar registraram queda no período.

Pesquisa Nacional da Cesta Básica – Dezembro de 2025 | Divulgação/Dieese
Cesta básica x salário mínimo
Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 46% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em novembro. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o percentual ficou em 50%.
Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em dezembro de 2025 deveria ter sido de R$ 7.177,57ou 4,43 vezes o mínimo reajustado em R4 1.621. No mesmo período de 2025, quando o piso mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário ficou em R$ 7.156,15, ou 4,71 vezes o valor vigente na época.










