O Governo de Cuba declarou na manhã desta quinta-feira (26), que os tripulantes de uma lancha com bandeira norte-americana, que invadiram as águas territoriais cubanas, queria na verdade se infiltrar no país. Acredita-se que os tripulantes seriam espiões norte-americanos.

Bandeiras de Cuba e Estados Unidos – Foto: Divulgação
Por sua vez, o Governo dos Estados Unidos (EUA) afirmou que estão investigando o incidente e que nenhuma conclusão pode ser ainda divulgada.
O incidente aconteceu nesta quarta-feira (25), quando uma embarcação com Bandeira da Flórida (EUA) ‘invadiu’ as águas territoriais de Cuba. A Guarda-Costeira de Cuba enviou um navio para fazer a interceptação, da embarcação norte-americana, tendo sido recebido a bala.
Houve uma intensa troca de tiros, tendo quatro tripulantes da embarcação norte-americana sido mortos e seis ficado feridos. Um tripulante do navio cubano ficou ferido.
A Rússia classificou o incidente como sendo uma provocação agressiva dos EUA a Cuba, com o objetivo de criar uma tensão desnecessária entre os cubanos e os norte-americanos.
Acredita-se que o objetivo dos EUA com o incidente, é o de provocar uma guerra entre os dois países.
“Esta é uma provocação agressiva por parte dos Estados Unidos, cujo objetivo é agravar a situação e desencadear um conflito“, declarou uma porta-voz do Ministério do Exterior russo à agência de notícias russa TASS.
Antes, porém, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantiu que o governo norte-americano vai responder adequadamente ao incidente, mas que primeiro precisa reunir mais informações a respeito do mesmo.
Marco Rubio disse ainda que todas as informações disponíveis até o momento provem das autoridades cubanas, e que pretende obter informações de fontes independentes.
O Secretário de Estado dos EUA disse ainda que nenhum funcionário do governo está envolvido no caso, e que precisa saber se existe a possibilidade de civis norte-americanos e cubanos estarem envolvidos no ocorrido.
Já o procurador-geral do Estado da Flórida, James Uthmeier, declarou que irá investigar o incidente, já que a lancha possuía bandeira da Flórida (EUA).
O Governo de Cuba declarou que a maioria das 10 pessoas a bordo da embarcação “possui um histórico conhecido por atividades criminosas e violentas”.
Segundo as autoridades cubanas, as pessoas a bordo da embarcação norte-americana queriam entrar de forma ilegal no país, provavelmente para cometer ataques terroristas.
Segundo o Ministério do Interior de Cuba, os tripulantes da embarcação dos EUA pretendiam se “infiltrar na sociedade cubana, com fins terroristas”.
A embarcação entrou ilegalmente em águas territoriais cubanas e a tripulação não teria supostamente atendido as ordens para deligarem os motores para serem abordados. Ao invés disso, abriram fogo em direção a embarcação da Guarda-Costeira de Cuba, ferindo o capitão.
Com informações das Agências Deutsche Welle, Ansa e Estado










