A Rússia voltou a bombardear na manhã desta quinta-feira (02), a cidade de Kiev, capital da Ucrânia, causando mais destruição. Assustados, moradores tentam fugir e são obrigados a desviar dos escombros, que se espalham pelas ruas da cidade.

Prédio residencial bombardeado pelos russos em Kiev, capital da Ucrânia – Foto: Médios Sem Fronteira (MSF) – Cortesia
Jornalistas ucranianos disseram que os moradores estão levando alguns pertences, como barracas e animais de estimação. Muitos que não conseguem sair de carro, estão buscando abrigo em porões e nas estações subterrâneas de metrô. A circulação de trens foi suspensa.
Os alarmes soaram agora a pouco em Kiev, revelando que novos bombardeios aéreos podem ocorrer a qualquer momento. As autoridades emitiram alertas de ataque aéreo, provocando pânico nas pessoas. Escolas, prédios públicos e lojas foram fechadas.
A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos (EUA), afirmou que os bombardeios russos ficaram mais intensos e que não existem locais seguros em Kiev, já que toda a cidade está sendo alvo.
“Outra noite terrível para os moradores da cidade, que foram forçados a passá-la em abrigos“, publicou Olha Stefanishyna, embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, na rede social X.
No Distrito de Desnianskyi, um prédio residencial de nove andares foi parcialmente destruído. Alguns moradores ficaram presos sob os escombros.
Incêndios foram registrados nos distritos de Sviatoshynskyi, Darnytskyi e Holosiivskyi. No topo de um edifício no Central Boulevar Shevchenko, pessoas ficam presas no telhado, obrigando os bombeiros a utilizarem a escada magirus para resgatá-las.
No distrito de Shevchenkivskyi, cinco pessoas ficaram feridas, sendo que uma delas, um paramédico, está em estado grave. Todos foram levados para hospitais.
A intensificação dos bombardeios russos ocorre depois que os ucranianos realizaram um ataque contra instalações russas, cujos alvos foram bases militares e usinas de energia.
Os ataques ucranianos atingiram províncias russas, desencadeando uma crise energética sem precedentes, provocando uma crise generalizada de combustível na Rússia. O país foi obrigado a importar gasolina da Índia.
Com informações das Agências Ansa, Brasil e Estado










