Os grupos automotivos Stellantis, Volkswagen e Renault se uniram para pedir regras mais simples e incentivos à produção de carros na Europa, com o objetivo de frear o avanço dos veículos elétricos chineses no continente.

O CEO da Stellantis, Antonio Filosa | Divulgação
As três empresas enviaram um pacote de propostas conjuntas ao Parlamento da União Europeia, com destaque para a criação de um marco regulatório que exija que 70% dos veículos vendidos na UE contenham 70% de conteúdo local proveniente dos 27 países-membros do bloco, além de Islândia, Liechtenstein e Noruega.
O grupo ítalo-franco-americano Stellantis, a alemã Volkswagen e a francesa Renault são responsáveis por 60% da produção automotiva europeia, o que confere peso significativo à demanda conjunta.
“Se fizermos tudo certo, a Europa pode continuar sendo uma potência automotiva global”, afirmam os três grupos.
Segundo Stellantis, Volkswagen e Renault, o selo “Made in Europe” não deve apenas compensar custos, mas também incentivar ativamente a localização da produção.
“Isso significa um apoio forte e direcionado às baterias europeias, flexibilidade pragmática, especialmente para carros pequenos, e políticas que tornem os veículos elétricos mais acessíveis, ao mesmo tempo que se constrói uma cadeia de suprimentos europeia resiliente”, acrescentam.










