Um forte terremoto de magnitude de 7,7 graus na Escalar Richter atingiu nesta segunda-feira (20) o Nordeste do Japão. Ainda não há informações sobre possíveis vítimas e/ou danos, porém as autoridades japonesas emitiram alerta de tsunami, que foi cancelado horas depois.

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De acordo com informações das autoridades locais, os moradores de áreas litorâneas foram orientados a deixarem suas casas, devido ao alto risco de ondas gigantes, que podem chegar a até 3 metros de altura.
Duas horas após o tremor de terra, que ocorreu por volta das 04h50min (horário de Brasília), ondas de até 80 cm foram detectadas. O alerta de tsunami foi rebaixado para possíveis ondas, que podem não chegar ao litoral japonês.
O porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, informando que até o momento não foram registrados danos graves e/ou vítimas.
Duas importantes cidades portuárias, Otsuchi e Kamaishi, que foram duramente atingidas no terremoto de 2011, emitiram alerta de tsunami, e as autoridades locais determinaram a evacuação imediata.
O tráfego de trem-bala foi suspenso e algumas rodovias foram fechadas por causa dos constantes abalos sísmicos.
Normalmente, a probabilidade de acontecer um terremoto de magnitude de 8 graus ou superior, é remota, cerca de 0,1%. As chances de um abalo sísmico atingir a Fossa do Japão e a Fossa das Curilas, no Oceano Pacífico, ao largo do Norte do país, são mínimas.
Até o momento não há relatos de danos nas usinas nucleares do Japão. As Assessorias de Imprensa das Empresas Eletric Power Co e da Tohoku Eletric Co disseram que não houve anormalidades relatadas em suas instalações inativas.
Lembrando que o Japão está situado no chamado ‘Anel de Fogo’, uma área de vulcões e trincheiras oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Oceano Pacífico. O país é um dos mais propensos a terremoto em todo o mundo.
Segundo as autoridades locais, ocorre um tremor a cada cinco minutos na região onde ficam localizados a Ilha de Honshu e Hokkaido, as duas principais ilhas japonesas.
Com informações das Agências Deutsche Welle, Ansa e Estado









