Missão Artemis 2 decola rumo à Lua com 4 astronautas a bordo

Viagem é etapa crucial nos planos da Nasa para explorar espaço profundo

A missão Artemis 2 decolou na noite desta quarta-feira (1º) da plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, para realizar o primeiro sobrevoo tripulado na Lua em mais de meio século.

Missão Artemis 2

Missão Artemis 2 decola em direção à Lua | Ansaflash

A primeira viagem lunar da era da internet teve início exatamente às 19h35 (horário de Brasília) e leva quatro astronautas: o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen — os três primeiros, americanos, e o último, canadense.

A decolagem do foguete Space Launch System (SLS) foi acompanhada por quase 3 milhões de pessoas ao vivo apenas no canal da Nasa no YouTube e marca um passo decisivo nos planos da agência dos Estados Unidos para retomar a exploração lunar, pouco mais de 53 anos após o encerramento do programa Apollo, e evitar que a China assuma a liderança da corrida espacial.

A missão durará cerca de 10 dias e levará os quatro astronautas para sobrevoar o lado oculto da Lua e depois retornar à Terra. Os integrantes da Artemis 2 não pousarão no satélite, mas a viagem é vista como crucial para o projeto de realizar uma alunissagem tripulada em 2028.

Enquanto isso, a Nasa já trabalha em um projeto para estabelecer uma base permanente na Lua, com módulos habitacionais produzidos em conjunto com a Itália, de olho na exploração do espaço profundo.

A tripulação da Artemis 2 também estabelece alguns primados: Glover é o primeiro negro a participar de uma viagem à Lua, Koch, a primeira mulher, e Hansen, o primeiro de fora dos EUA.

Além disso, a missão é um teste para a espaçonave Orion, que inclui um módulo de serviço projetado pela Agência Espacial Europeia (ESA) e foi pensada para levar humanos não apenas à Lua, mas também ao planeta Marte.

Com a decolagem bem-sucedida, o veículo orbitará a Terra por cerca de 24 horas, período que será usado para a tripulação verificar o funcionamento dos sistemas de bordo, como oxigênio e comunicação, antes de iniciar o voo de cruzeiro até a Lua.

Após pegar o impulso necessário fornecido pelo estágio superior do foguete, a Orion voará por inércia através do vazio do espaço até chegar ao satélite, por volta do sexto dia de viagem. Em seguida, a nave passará pela face oculta da Lua, ou seja, aquela que não é possível ver a partir da Terra, e usará a gravidade lunar como uma espécie de estilingue para redirecioná-la ao nosso planeta.

Topo