Goiás colhe 43,2% de todo o sorgo brasileiro

Estado lidera ranking que ainda traz MG (2º), BA (3º), MT (4º), TO (5º) e MS (6º)

Plantio de sorgo no oeste da Bahia; componente para sistema de integração lavoura-pecuária (ILP) (Fotos: Ariosto Mesquita)

Com 907 mil toneladas (t), representando 43,2% de todo o sorgo colhido no Brasil na safra 2020/2021, o estado de Goiás lidera o ranking nacional de produção do cereal. Foram 377,9 mil hectares cultivados e uma produtividade média de 2,4 t/ha. Os dados constam da “Radiografia do Agro 2022”, publicação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Os novos números mostram relativa estabilidade da cadeia produtiva de sorgo goiana em relação à safra 2019/2020, quando o Estado também liderou o ranking nacional com 1.098 mil t (44% do total cultivado no Brasil), 374,9 mil ha cultivados e 2,9 t/ha de produtividade (números da edição 2021). A publicação não esclarece e/ou segmenta cultivos de sorgo granífero, forrageiro, sacarino, vassoura ou biomassa; classificação que a Embrapa adota para esta versátil planta.

A “Radiografia do Agro 2022” ainda revela que Goiás foi responsável por toda a exportação de sorgo do Brasil no ano passado: 26,3 mil toneladas (68,8% de sorgo semente e 31,2% de sorgo grão). Há ainda um ranking dos municípios de maior produção no estado, que é liderado por Rio Verde (1º), Goiatuba (2º), Paraúna (3º), Cristalina (4º) e Acreúna (5º).

Colheita de Sorgo Gigante (forrageiro) em Ipameri (GO) (Fotos: Ariosto Mesquita)

Mas além da liderança goiana, o ranking nacional sinaliza que o cultivo de sorgo vem se disseminando por outras regiões brasileiras. Em seguida a Goiás aparecem Minas Gerais (2º), Bahia (3º), Mato Grosso (4º), Tocantins (5º), Mato Grosso do Sul (6º), Pará (7º), Distrito Federal (8º), São Paulo (9º) e Maranhão (10º).

O sorgo está no grupo dos cinco cereais mais cultivados no mundo, junto com arroz, trigo, milho e cevada. No Brasil, seu uso está em franca expansão, sobretudo pela demanda por biomassa (principalmente por usinas de etanol) e por plantas forrageiras em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP).

A “Radiografia do Agro 2022” utiliza dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa).

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