Luisa Stefani vence dupla cabeça de chave 3 e garante vaga na semifinal no WTA 1000 de Cincinnati

Paulistana - bronze em Tóquio - ganhou a oitava partida seguida ao lado de Gabriela Dabrowski. Foi diante das japonesas Ayoama e Shibahara, adversárias para quem tinha perdido os três últimos jogos

São Paulo (SP) – A paulistana Luisa Stefani quebrou uma escrita nesta quinta-feira (19) para garantir a classificação para a semifinal do WTA 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, último grande torneio preparatório para o US Open, que começa no dia 30 deste mês. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, jogando como cabeça de chave 6, derrotou as japonesas Shuko Ayoama e Ena Shibahara, cabeças 3, por um duplo 6/3 – adversárias para quem tinha perdido os três últimos jogos.

Luisa e Dabrowski vão em busca de mais uma final (Divulgação)

Esta foi a oitava vitória seguida de Luisa e Gabriela, que vem do troféu do WTA 1000 de Montreal, no Canadá. São agora 11 triunfos em 12 partidas da dupla, que se uniu após o bronze olímpico da paulistana, ao lado de Laura Pigossi.

“Mais um bom jogo hoje contra as japonesas. Tinha perdido delas as últimas vezes. Então, bom poder sair com a vitória. Feliz com a maneira como sacamos e taticamente bem inteligente”, analisou Luisa, que tem o patrocínio do Banco BRB e os apoios da Fila, CBT, HEAD, Saddlebrook Academy, Tennis Warehouse e Liga Tênis 10.

Luisa e Gabriela voltam a jogar nesta sexta-feira (20), buscando a terceira final seguida diante da dupla vencedora do jogo entre as campeãs de Roland Garros e campeãs olímpicas, as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, e a parceria da americana Bethanie Mattek e da polonesa Iga Swiatek.

Fazendo história na carreira – Luisa completou 24 anos na segunda-feira (9). Ela começou a jogar tênis aos 10 anos, na B.Sports, no bairro de Perdizes, em São Paulo, onde nasceu. Disputou as chaves principais dos quatro Grand Slams juvenis, atingindo as semifinais de duplas do US Open juvenil em 2015, quando chegou a 10a. posição do ranking mundial juvenil.

Foi para os Estados Unidos para estudar e jogar tênis. No circuito universitário jogou pela Pepperdine University, na Califórnia, e atingiu a segunda posição no ranking da ITA (Intercollegiate Tennis Association). Foi nomeada caloura do ano 2015 pela ITA, compilando uma campanha de 40 vitórias e apenas 6 derrotas. Entre 2015 e 2018, ainda no circuito universitário americano, dedicou-se parcialmente ao circuito profissional da ITF, o que não a impediu de conquistar 10 títulos e atingir outras 5 finais de duplas naquele circuito. Terminou 2018 como 215ª. do mundo em duplas e 753ª. em simples.

Optou por trancar a faculdade para disputar o circuito profissional integralmente a partir de meados de 2018. Ganhou destaque nas duplas e começou a colher resultados já em 2019, conquistando um título no WTA de Tashkent, no Uzbequistão, e o vice-campeonato em Seul, na Coréia do Sul, em outubro, com a então nova parceira, a norte-americana Hayley Carter, terminando o ano perto das 70 melhores do mundo.

Em 2020, conquistou o WTA 125 de Newport Beach, na Califórnia e chegou às oitavas de final do Australian Open. Após a quarentena, comemorou o título do WTA de Lexington, nos Estados Unidos. Terminou o ano como a 33ª do mundo, primeira brasileira no top 40 em mais de três décadas. Começou 2021 com a final no WTA 500 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, alcançando o top 30 – a primeira brasileira desde 1976 – e chegou à segunda decisão em Adelaide e à terceira em Miami, torneio da série WTA 1000. O vice-campeonato em Miami permitiu que Luisa subisse para a 25ª posição no ranking, o melhor de uma brasileira na história desde que o ranking WTA foi criado em 1975. Foi vice-campeã do WTA 125 em Saint Malo, na França, e em junho ganhou mais duas posições – 23º lugar. O vice-campeonato em San Jose, na Califórnia, na semana passada, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, garantiu a Luisa mais uma posição no ranking. Com o título no domingo passado, em Montreal, Luisa deve subir para a 19ª posição no ranking.

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