09 de julho: Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca

São Paulo (SP) – Comum em pessoas acima de 65 anos, a insuficiência cardíaca (IC) é uma condição progressiva, debilitante e potencialmente fatal que ocorre quando o coração tem dificuldade de fornecer a circulação adequada de sangue oxigenado para atender as demandas do corpo e, para isso, requer aumento do volume sanguíneo, ocasionando o acúmulo de líquido (congestão) nos pulmões e tecidos periféricos. Por isso, a enfermidade é responsável pelo elevado número de hospitalizações, altas taxas de mortalidade, morbidade e redução da qualidade de vida.

Foto: Divulgação

Por ano, são diagnosticados 2 milhões de novos casos no mundo, constituindo a primeira causa de internação hospitalar em pacientes acima de 60 anos de idade no Brasil. Com a prevalência da enfermidade aumentando nos últimos anos em todo o mundo, a IC tem se tornado um grave problema de saúde pública. No Brasil, 09 de julho foi instituída a data para o alerta sobre a enfermidade. O dia foi escolhido pois corresponde ao nascimento do professor e pesquisador cardiovascular, Carlos Justiniano Ribeiro das Chaga, que descobriu a doença de Chagas.

Entre os principais sintomas estão: falta de ar durante a atividade física ou mesmo em repouso (com a evolução mais grave da doença) com piora ao deitar-se, tosse persistente, inchaço nas pernas, tornozelos e pés, aumento da vontade de urinar a noite, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, fadiga e fraqueza, ganho de peso repentino devido ao acúmulo de líquidos no corpo, falta de apetite e náusea, dificuldade de concentração ou diminuição da atenção. Por isso, a melhor forma de prevenir a enfermidade é incluir na rotina hábitos saudáveis de alimentação, exercícios físicos e também o tratamento das doenças que podem levar à insuficiência cardíaca, como hipertensão, diabetes e patologias coronarianas.

Ao aparecimento dos primeiros sintomas, o ideal é procurar orientação médica, pois iniciar o tratamento pode diminuir a possibilidade de complicações, como uma futura internação.

Dados e números relevantes

  • A IC atinge mais de 60 milhões de pessoas no mundo, com taxa de sobrevida de cinco anos após o diagnóstico.
  • Só nos EUA, a doença atinge cerca de seis milhões de pessoas, levando a um milhão de hospitalizações e uma a cada nove mortes nos principais estados do país9.

• No Brasil, fatores socioeconômicos são potencializadores dos processos fisiopatológicos que culminam no desenvolvimento da IC; desde a dificuldade de acesso à assistência médica e a má aderência do paciente ao tratamento, como por exemplo: a terapêutica básica para o controle da hipertensão arterial.

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