Marcelo Melo volta ao Brasil para recarregar energia com foco em Wimbledon e nos Jogos Olímpicos

Depois de 23 semanas seguidas viajando, desde a pré-temporada, jogando em dez países, enfrentando quarentenas e com mais de 100 testes da Covid-19 realizados, tenista mineiro decidiu passar alguns dias em Belo Horizonte (MG) antes dos jogos na grama

São Paulo (SP) – A pandemia vem mexendo com a rotina de todos. Com o mineiro Marcelo Melo, não tem sido diferente. Para se adequar ao calendário e todos os protocolos de jogar em meio aos desafios do novo coronavírus, Melo está viajando há 23 semanas seguidas, desde a pré-temporada de 2021. Foram nada menos do que dez países e 12 cidades diferentes, com mais de 100 testes da Covid-19 realizados, ao longo destes seis primeiros meses do ano. Tudo isso fez Melo decidir por um retorno ao Brasil nesta semana, para recarregar as energias, com foco em Wimbledon e nos Jogos Olímpicos.

“Decidi readequar o calendário e passar alguns dias em Belo Horizonte para voltar com tudo na grama. São muitas semanas seguidas viajando, muitos testes, com um desgaste mental que vem se acumulando. Não lembro de quando viajei tanto assim na minha carreira sem voltar ao Brasil. Com isso, não vou jogar o ATP 250 de Stuttgart, na próxima semana, aproveitando essa pausa para recarregar as energias”, explica Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro e BMG, com apoio da Volvo, Head, Voss, Foxton, Asics, Bolsa Atleta e Confederação Brasileira de Tênis.

Após 23 semanas viajando, Melo passará alguns dias em Belo Horizonte (MG) (Divulgação)

Nesta semana, Melo e o polonês Lukasz Kubot disputaram Roland Garros, fazendo o primeiro jogo do retorno da parceria no Grand Slam, na capital francesa. De Paris, Melo seguiu para o Brasil. E, após esta pausa, retorna para a Europa para a sequência na grama.

Wimbledon terá início no dia 28 deste mês. Em julho, além do Grand Slam em Londres, na Inglaterra, as atenções se voltam para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em que estará representando o Brasil ao lado do também mineiro Bruno Soares, em busca de uma inédita medalha.

Maratona de viagens – Ao longo desses meses, foram testes, quarentenas, o convívio em “bolhas” reunindo somente os envolvidos nas disputas, tudo para seguir com o circuito na pandemia. Após passar alguns dias de dezembro de 2020 com a família, Melo não voltou mais ao Brasil. Iniciou uma maratona de viagens e torneios em 2021, que começou com a sequência da pré-temporada em Monte Carlo, no Principado de Mônaco – onde esteve outras vezes para treinos e para o Masters 1000 -, passando também por Austrália (Melbourne), Holanda (Roterdã), Catar (Doha), Emirados Árabes (Dubai), Estados Unidos (Miami),  Alemanha (Munique), Espanha (Madrid e Barcelona), Itália (Roma e Cagliari) e França (Paris).
No ranking mundial individual de duplas divulgado na segunda-feira (31/05) pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), Melo está em 18º lugar, com 5.280 pontos. Kubot aparece em 17º, com 5.310 pontos.

Recordista em títulos e semanas no topo do ranking – Recordista brasileiro em número de títulos, com 35 conquistas, e também em semanas no topo do ranking da ATP – 56 -, assim como em participações no ATP Finals – completou oito seguidas em 2020 -, Marcelo somou mais um recorde ao chegar a 500 vitórias, na estreia no ATP 500 de Washington, em julho de 2019, passando a ser o 35º jogador de todos os tempos a atingir essa marca.

Entre 2017 e 2018, Marcelo ficou 30 semanas – 25 consecutivas – como líder do ranking mundial individual de duplas da ATP (13 semanas em 2017 – terminando o ano como número 1 – e 17 semanas em 2018). Antes, ocupou a liderança pela primeira vez em 2015, por 22 semanas, também virando o ano na frente, e voltou ao primeiro lugar por mais quatro semanas a partir de maio de 2016. Único brasileiro na história a ser número 1 do mundo em duplas.

Em 2020, no México, no ATP 500 de Acapulco, o mineiro Marcelo conquistou o 34º título da carreira, o 14ª com o polonês Lukasz Kubot, e no mês de outubro, no ATP 500 de Viena somou o 35ª da carreira, 15º com Kubot. Pelo 14º ano consecutivo comemora no mínimo um título por temporada. Juntos, Melo e Kubot ganharam pelo menos um torneio por ano desde 2015.

Dos 35 títulos, todos em duplas, dois são Grand Slam – Roland Garros, na França (2015) e Wimbledon, em Londres (2017) e nove Masters 1000, além de nove ATP 500 e 15 ATP 250.

Seis vitórias em 2021 – Nesta temporada 2021, Marcelo Melo tem três vitórias ao lado do romeno Horia Tecau, uma na estreia no Murray River Open (ATP 250) e duas no Australian Open, ambos em Melbourne. Uma vitória jogando com a russa Vera Zvonareva na estreia nas duplas mistas do Grand Slam. E duas vitórias com Jean-Julien Rojer, na estreia do ATP 250 de Doha e na estreia do Masters 1000 de Madri.

Em 2020, Melo e Kubot somaram 22 vitórias, na estreia no Australian Open e no ATP 250 de Adelaide, na Austrália, duas no Rio Open, quatro em Acapulco, uma no Masters 1000 de Cincinnati, uma no ATP 500 de Hamburgo, uma na estreia em Roland Garros, três no primeiro ATP 250 e uma no segundo em Colônia, quatro em Viena, duas em Paris e uma no ATP Finals.

Marcelo, 37 anos, e Kubot, 39 anos, formaram parceria desde o início da temporada 2017, encerrada no final de 2020 e retomada agora. Antes, jogaram em torneios como o ATP 500 de Viena, em que foram campeões em 2015 e 2016.

Em 2020, Melo e Kubot terminaram como a sétima melhor parceria do ano, com 2.340 pontos. No ranking mundial individual de duplas, pela oitava temporada seguida, Marcelo ficou entre os Top 10. No ano passado, foi décimo. Em 2019, sétimo. Em 2018, nono do mundo, primeiro em 2017 e 2015, oitavo em 2016 e sexto colocado em 2013 e 2014.

O primeiro título de Marcelo em torneios ATP foi em 2007, no Estoril, em Portugal. Tem dois Grand Slam, além de um vice em Londres (2013) e um vice (2018) e duas semifinais no US Open. Marcelo também lidera no número de títulos em Masters 1000. Em Xangai 2018 chegou ao nono, depois de ganhar Xangai (2013 e 2015), Paris (2015 e 2017), Toronto (2016), Cincinnati (2016), Miami (2017) e Madri (2017).

Temporada 2020

Título

ATP 500 – Acapulco (México), rápida

ATP 500 – Viena (Áustria), rápida

Vice-campeonato

ATP 250 – Colônia (Alemanha), rápida

Temporada 2019

Título

ATP 250 – Winston-Salem (EUA), rápida

Vice-campeonato

Masters 1000 – Indian Wells (EUA), rápida

ATP 500 – Halle (Alemanha), grama

ATP 500 – Beijing (China), rápida

Masters 1000 – Xangai (China), rápida

ATP 500 – Viena (Áustria), rápida

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo