Luisa Stefani bate favorita e fura o quali de simples do WTA 125 de Saint Malo, na França

Tenista paulistana, 26ª do mundo nas duplas, derrotou japonesa sexta favorita do quali e aguarda rival. Nas duplas ela e Hayley são as favoritas

São Paulo (SP) – A paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), entrou no qualifying de simples e venceu tenista favorita neste domingo (2) garantindo vaga na chave principal do torneio de Saint Malo, na França, evento no saibro com premiação de US$ 115 mil (92 mil euros).

Luisa animada para encarar a chave de simples (Marcelo Stefani / Divulgação)

Atual 26ª do mundo de duplas e 771ª colocada em simples, a brasileira derrotou a japonesa Kurumi Nara, sexta cabeça de chave e 153ª do mundo, que tem um título WTA na carreira, no Rio Open de 2014 e final em Washington, nos EUA, por 2 sets a 1, parciais de 6/1 1/6 6/4, após 1h49min de duração. Luisa aguarda a adversária na chave principal que só sairá nesta segunda-feira.

“Muito feliz com a vitória, passar direto para chave, nem sabia que era, mas melhor ainda. Joguei super bem o primeiro set no meu estilo de jogo, variando bastante, usando bem o slice, drop-shot, batendo, sacando bem, meu jogo pouco convencional. Segundo set deixei escapar chances no começo, mas voltei bem pro terceiro, sacando melhor, mais inteligente, da maneira que tinha que jogar e foi ótimo. Bom começo e aproveitei bastante a oportunidade de jogar simples na quadra. Animadíssima para a próxima”, analisou  Luisa, que tem o patrocínio do Banco BRB e os apoios da Fila, CBT, HEAD, Saddlebrook Academy, Tennis Warehouse e Liga Tênis 10.

Nas duplas, Luísa e a norte-americana Hayley Carter, a quinta melhor parceria de 2021, são as cabeças de chave 1 e ganharam bye na primeira rodada. Elas estreiam nas quartas de final diante das vencedoras do duelo entre Vivian Heisen/Cornelia Lister (ALE/SUE) e Leonie Kung/Kurumi Nara (SUI/JPN). A estreia nas duplas ainda não tem data marcada.

Carreira – Luisa Stefani, 23 anos, nascida em São Paulo (SP), mora em Tampa, na Flórida (EUA), treinando na Saddlebrook Academy. Cursou a universidade americana de Pepperdine, onde jogou o circuito universitário por alguns anos. Se destacou e optou por trancar a faculdade para disputar o circuito profissional integralmente a partir de meados de 2018. Ganhou destaque nas duplas e começou a colher resultados já em 2019, conquistando um título no WTA de Tashkent, no Uzbequistão, e o vice-campeonato em Seul, na Coréia do Sul, em outubro, com sua então nova parceria, a norte-americana Hayley Carter, terminando o ano perto das 70 melhores do mundo.

Em 2020, conquistou o WTA 125 de Newport Beach, na Califórnia e chegou às oitavas de final do Australian Open. Após a quarentena, comemorou o título do WTA de Lexington, nos Estados Unidos. Terminou o ano como a 33ª do mundo, primeira brasileira no top 40 em mais de três décadas. Começou 2021 com a final no WTA 500 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, alcançando o top 30 – a primeira brasileira desde 1976 – e chegou à segunda decisão em Adelaide e à terceira em Miami, torneio da série WTA 1000. O vice-campeonato em Miami permitiu que Luisa subisse para a 25ª posição no ranking, o melhor de uma brasileira na história desde que o ranking WTA foi criado em 1975. Como juvenil, também foi destaque, conquistando vitórias em Wimbledon e tornando-se Top 10.

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