Inclusão escolar: os desafios e os benefícios

Dra. Maria José Martins Maldonado – Foto: Arquivo Pessoal

Hoje temos muita dificuldade para tratar da educação inclusiva. A falta de informação é o primeiro desafio, pois não se sabe o que deve ser feito ou não quando se tem em sala de aula alunos portadores de necessidades especiais.

O professor é primordial, já que ele é visto como mediador no processo inclusivo; é ele quem promove o contato inicial da criança com a sala de aula, pois é o responsável por incluí-lo nas atividades com toda a turma.

Um dos maiores desafios da atualidade é proporcionar uma educação para todos, sem distinções, além de assegurar um trabalho educativo organizado e adaptado para atender às Necessidades Educacionais Especiais dos alunos.

O aluno com autismo ou TEA (transtorno do espectro autista), apresenta características variadas que comprometem, desde as suas relações com outras pessoas até a sua linguagem, necessitando, assim, de apoio no seu processo de ensino-aprendizagem.

Para que haja realmente a inclusão de uma criança autista na escola, é fundamental que todos os envolvidos, família, amigos e escola, os tratem normalmente, tentando entendê-los na sua forma de ser, proporcionando tratamento em todas as áreas que precisem.

Alguns pontos auxiliam nesse processo, como: iniciar a inclusão na escola comum ainda na educação infantil; idade da criança igual ou com mínima diferença das demais; capacitação para professores e funcionários; aceitação da turma e do professor; orientação e participação da família; sala de aula bem organizada e na mesma distribuição todos os dias; pedir para olhar sempre nos olhos; utilização de recursos visuais, coloridos, que chamem atenção; promoção de amizades; regras e disciplina bem estabelecidas, como as demais crianças; não diferenciar obrigações e direitos das demais crianças; materiais e mobiliários adaptados; dentre outros.

Toda criança portadora de quaisquer necessidades especiais tem direito a educação que necessita. Possuir menos do que ela precisa é colocar em risco seu direito de conviver em sociedade e ser feliz. O importante é compreender que ela é uma criança que precisa ser amada acima de tudo e estimulada um pouco mais para que se desenvolva. Livrar-se de todo preconceito e buscar informação, são atitudes essenciais da família e amigos para ajudar uma criança autista”, explica a neuropediatra, Dra. Maria José Martins Maldonado que atua na área há mais de 30 anos.

Ela ainda completa dizendo que o benefício para as demais crianças também é enorme. “A formação das demais crianças é enriquecida nesse processo, pois aprendem a conviver com o diferente, a ter empatia. Se tornam adultos mais tolerantes e cidadãos mais responsáveis e compreensivos com o próximo”.

A inclusão da criança com TEA deve estar muito além da sua presença na sala de aula; deve almejar, sobretudo, a aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades e potencialidades, superando as dificuldades.

A educação é umas das maiores ferramentas para o desenvolvimento de uma criança autista. Através da educação, essa criança pode aprender tanto matérias acadêmicas quanto atividades do cotidiano.

Além de acolhedora e inclusiva, a escola precisa se constituir em espaço de produção e socialização de conhecimentos para todos os alunos, sem distinção.

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