Ford decide encerrar suas operações no Brasil

Cerca de 5 mil trabalhadores devem ser demitidos em todo o país

A direção da Ford anunciou na manhã desta segunda-feira (11) a decisão de fechar suas três fábricas no Brasil, encerrando dessa forma suas operações no país e, consequentemente, demitindo cerca de cinco mil funcionários. A marca, no entanto, manterá em atividade no país, o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia, e o campo de provas e a sede administrativa para a América do Sul, ambos em São Paulo.

Fábrica da Ford no Brasil – Foto: Divulgação

As fábricas da Ford que encerrarão suas atividades no Brasil ficam localizadas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Os funcionários foram pegos de surpresa com a notícias e já estão se mobilizando para tratar do assunto com os respectivos sindicatos.

Em 2020, a Ford no Brasil encerrou o ano como a 5ª que mais vendeu veículos no país, com um aumento de 7,14%, superando as demais montadoras que tiveram uma queda significativa em decorrência da pandemia da Covid-19.

Em nota distribuída à imprensa a Ford Brasil informou que a decisão de fechar as fábricas no país foi tomada em decorrência do avanço da pandemia de Covi-19 (Coronavírus), fato que provocou uma persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em prejuízos significativos.

Fábrica da Ford Taubaté (SP) — Foto: Ford/Divulgação

Ainda segundo a direção da Ford, a reestruturação da empresa afetará também o mercado argentino, que sofrerá ajustes com o encerramento da produção de veículos da marca no Brasil.

A empresa, no entanto, garante que todos os clientes que compraram veículos da Ford no Brasil continuarão recebendo a assistência de manutenção dos carros e a garantia dos serviços prestados.

Com a decisão de fechar suas fábricas no Brasil, a Ford informa que todos os cidadãos que pretendem ter um veículo da marca precisão importar os mesmos das unidades da Argentina e do Uruguai, ou de outros países foram da América do Sul.

O presidente e CEO da Ford, Jim Farley, disse em entrevista coletiva, que a marca está presente no Brasil e na América do Sul há mais de um século, e que essa decisão foi a mais difícil já tomada pela empresa.

Com informações das Agências Brasil e Estado

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