77% do Centro-Oeste pretendem utilizar o Pix nas transações, aponta estudo

Levantamento do Banco BS2 aponta que região é a que mais se interessa pelo uso de tecnologia; agilidade no pagamento, transferência gratuita e utilização a qualquer hora são os maiores atrativos para os consumidores

Pesquisa do Banco BS2, em parceria com o painel OpinionBox, mostra que 77% dos brasileiros bancarizados e que vivem na região Centro-Oeste devem utilizar o Pix nas transações. A aceitação da tecnologia na região é a maior em comparação com outras do Brasil, assim como o interesse na tecnologia se ela for gratuita.

Foto: Divulgação

A possibilidade de realizar operações nos finais de semana é a principal vantagem percebida no Pix: 56% dos entrevistados apontaram esse atributo. Na sequência, empataram gratuidade e possibilidade de usar a qualquer hora do dia, ambos com 53%. Nas regiões Norte e Nordeste a vantagem mais apontada foi a rapidez para fazer a transação (64% e 59%, respectivamente). Já os moradores do Sul e do Sudeste elegeram a gratuidade, com 61% e 60%. O estudo entrevistou pessoas acima de 18 anos, entre os dias 14 e 26 de outubro, sendo que 53% residem nas capitais, 26% região metropolitana e 21% no interior dos estados.

“Mesmo com uma novidade tão recente, percebemos a pronta aceitação da sociedade por essa tecnologia. Entendemos que as pessoas procuram por um novo meio de pagamento que acompanhe a agilidade e a dinâmica do mundo atual. O Pix veio suprir essa necessidade, facilitar, agilizar e contribuir para otimizar o tempo das pessoas, de uma forma segura”, diz Juliana Pentagna Guimarães, vice-presidente do Banco BS2.

O Centro-Oeste também está entre as regiões que se sentem mais seguras para utilizar a tecnologia. Com 64%, ao lado de Norte e Nordeste, a população se sente confortável para utilizar o novo meio de pagamento, à frente do Sudeste com 63% e Sul com 62%.

Por outro lado, quando o assunto é escolha do meio de pagamento, os moradores do Centro-Oeste ainda apostam no cartão de crédito (29%). O Pix fica em segundo com 23%, mas é o menor percentual entre as regiões: 28% Norte, 25% Nordeste e 24% tanto no Sul quanto no Sudeste. Outros meios de pagamento citados foram cartão de débito, dinheiro, TED e DOC.

Além disso, a pesquisa mostra que a maioria das pessoas não pretende utilizar o meio de pagamento apenas para uma atividade específica. 28% querem utilizá-lo para compras de eletrodomésticos, eletrônicos, livros e roupas, 27% para entretenimento como pagamentos de conta do bar, restaurante ou padaria. Outros 25% considerariam pagar uma viagem à vista pelo Pix e até mesmo a aquisição de um veículo à vista (22%).

O estudo também mostra que 42% dos entrevistados do Centro-Oeste ainda não tinham realizado seu cadastro de chaves. No entanto, esse número era bem maior no Sul e no Sudeste: 49%. “Esses dados reforçam que o Pix é um meio de pagamento que deve se perpetuar em pouco tempo. Por mais que o Banco Central e os próprios bancos tenham investido em informação, ainda vemos oportunidade de atuação, seja para ampliar o conhecimento e a aderência ao sistema, seja no desenvolvimento de outros produtos dentro da plataforma Pix”, completa Juliana.

No caso das chaves Pix, os moradores do Centro-Oeste são os que menos pretendem usar o CPF na comparação com as demais regiões. São 51% contra 59% no Nordeste. Essa diferença se materializa no uso do e-mail como chave: 16%, ao passo que no Sudeste e Sul somente 10% escolheriam essa opção.

Pix no BS2

Com 10 dias de funcionamento, a tecnologia teve uma alta procura e superou as expectativas. “Tivemos um primeiro dia meio tímido, mas desde o segundo dia de operação as transferências cresceram exponencialmente. O ticket médio por transação na primeira semana foi de R$ 340 para pessoa física e R$ 2 mil por pessoa jurídica. Mas tivemos transações superiores a R$ 700 mil”, comenta Juliana.

Ela acredita que a velocidade com que o banco está conseguindo operar contribuiu para trazer ainda mais credibilidade à plataforma. “Segundo o Banco Central, 50% das transações precisam acontecer em até seis segundos e 99% em até dez segundos. Aqui no BS2 estamos atendendo a esses requisitos tranquilamente. Nossas transações Pix na primeira semana tiveram duração média de cerca de um segundo”, completa.

O BS2 foi um dos entusiastas do projeto e apostou no Pix desde o início, desenvolvendo e implantando sua plataforma proprietária com tecnologias de ponta. Isso permitiu que o banco avançasse rapidamente. Como resultado, após o período de testes do Pix, o BS2 foi o primeiro banco digital apto a operar na plataforma de transferências e pagamentos instantâneos. O Banco hoje conta com uma equipe dedicada ao projeto e está preparado para fornecer soluções de pagamentos e recebimentos para os clientes Pessoas Físicas e Jurídicas, por meio dos aplicativos ou APIs, como também para os participantes indiretos – ou seja, aquelas instituições que precisam de um intermediário para se conectarem ao Bacen.

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