Possui investimentos fora do Brasil? O que pode mudar com as eleições americanas

Descubra de qual forma a eleição de Joe Biden ou Donald Trump impacta nos seus investimentos em empresas estrangeiras

Quem já aprendeu como investir na Bolsa de Valores sabe bem que o contexto atual do mundo interfere nas ações de diversas formas diferentes. Decisões políticas, sociais e econômicas podem fazer valores subirem ou descerem de maneira drástica, implicando diretamente nos lucros dos investidores e na cotação das Bolsas.

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Por esse motivo, nos últimos meses os olhares dos acionistas têm se voltado para os Estados Unidos, país que atualmente se encontra em fase de eleições presidenciais. A possível mudança de presidente tende a causar uma grande movimentação, tanto nos valores já aplicados quanto nas próximas compras dos acionistas.

Sendo assim, é necessário estudar e entender as possíveis consequências com a vitória de cada um dos candidatos, de forma a se preparar para não perder dinheiro e até mesmo aumentar o lucro das suas aplicações.

Donald Trump x Joe Biden: atual cenário

As eleições para a presidência dos Estados Unidos possuem dois candidatos: Donald Trump, atual presidente, representante do partido republicano e Joe Biden, representante do partido democrata.

De acordo com os ideais de seus partidos, Trump e Biden trazem propostas completamente diferentes, tanto para a política interna, como para a externa. Enquanto Trump acredita em políticas mais liberais, Biden propõe retomar alianças tradicionais visando reerguer a economia do país.

Além disso, a eleição que acontecerá no dia 3 de novembro não elegerá apenas o próximo presidente do país. Todo o congresso norte-americano será renovado, mudando os eleitos para a Câmara dos Representantes e também o Senado do país.

Nesse sentido, é evidente que a escolha para todos esses cargos possui grande influência do cenário econômico para os investidores.

Afinal, a maioria democrata ou republicana fará com que diferentes projetos sejam aprovados, aos quais terão impacto nas ações e mudanças de valores para quem trabalha com o mercado financeiro.

Segundo as pesquisas atuais, Joe Biden está à frente de Trump para o cargo de presidência. Esses resultados, porém, podem mudar bastante, principalmente considerando o formato para eleições diferente utilizado nos Estados Unidos.

Qual presidente será melhor para o mercado de ações?

Falar sobre os candidatos preferidos é sempre uma questão delicada. Afinal, como citamos anteriormente, ambos os concorrentes à presidência dos EUA possuem propostas interessantes, escolhidas de acordo com a ideologia geral de seu partido.

Porém, tratando sobre o mercado de investimentos, é necessário deixar as opiniões pessoais de lado e tratar sobre o assunto de forma profissional.

Nesse sentido, Donald Trump acaba sendo o preferido da maioria dos investidores. Isso porque, tratando exclusivamente sobre o viés econômico, os acionistas preferem candidatos que apresentem propostas de melhoria para o mundo empresarial e, consequentemente, para o lucro das organizações.

Um exemplo para essa preferência se dá pelas propostas dos dois candidatos sobre os impostos pagos no país. Enquanto Joe Biden pretende aumentar o tributo “corporate rate” de 21% para 28%, Trump deseja diminuir o número atual para apenas 20%.

A justificativa de Biden, nesse caso, é a necessidade de aumento de valor nos cofres públicos, visando a recuperação econômica do país. Já Trump deseja favorecer os empresários, tornando o orçamento de suas empresas menos comprometido.

Maior volatilidade para as ações neste período

Quem possui ações fora do Brasil sabe o quanto os números tem se alterado nos últimos tempos. A constante instabilidade tem causado medo em diversos investidores, que temem não apenas a queda de seus lucros, mas a perda do dinheiro que já possuem e está distribuído em aplicações.

No entanto, a boa notícia é que essa constante oscilação é bem comum em períodos eleitorais.

Conforme as mudanças informadas pelas pesquisas eleitorais, o próprio mercado tende a se adaptar às novas previsões. Sendo assim, as altas e quedas são automáticas e muitas vezes causadas pelo próprio temor dos investidores.

Para driblar esse problema, porém, o mais recomendado é não alterar as ações que já estão compradas.

Mesmo com a oscilação, a probabilidade de possíveis perdas é maior para depois que os resultados oficiais das eleições forem divulgados. Ou seja, grandes riscos não são prováveis neste momento.

O correto é fazer dessa ocasião uma oportunidade para rever escolhas

Como citamos anteriormente, grande parte dos especialistas não recomenda a realização de grandes alterações nas carteiras de ações nesse momento, principalmente quando o foco do investidor é a obtenção de lucro a longo prazo.

No entanto, isso não significa que o correto é ignorar as eleições estadunidenses. Com a volatilidade se fazendo presente nos próximos dias, essa é uma ótima oportunidade para observar, ver e entender quais ações são mais prováveis de queda e possuem menor credibilidade com seus investidores.

Assim, se torna mais simples entender como o mercado se comportará nos próximos meses.

Além disso, as ações que subirem representarão as empresas que possuem grande força independentemente do representante estatal que será eleito. Em outras palavras, aquelas que já estão consolidadas e obterão lucros na vitória de qualquer um dos candidatos.

Quem possui um bom orçamento para investir nesse período pode até mesmo arriscar na compra das ações que estão em queda. Afinal, a constante oscilação pode fazer com que elas voltem a subir em um prazo bem curto, trazendo um lucro rápido para aplicações futuras em ações de maior segurança.

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