No Dia Mundial do Coração, nutricionista fala sobre as doenças cardiovasculares e a COVID-19

Segundo a OMS, as doenças cardiovasculares representam 70% das mortes no mundo junto com alguns tipos de câncer

O Dia Mundial do Coração é comemorado nesta terça-feira, 29 de setembro. O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância de manter uma vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, como a hipertensão, a dislipidemia e a aterosclerose, além de outras doenças crônicas que são importantes fatores de risco para as cardiovasculares, como o diabetes tipo 2 e a obesidade.

Foto: Divulgação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que as doenças cardiovasculares representem cerca de 70% das mortes no mundo, junto com alguns tipos de câncer. A nutricionista Priscila Moreira, do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP-MS (CRN-3), alerta sobre doenças do coração em tempos de pandemia.

“A gravidade dessas doenças, associada a todas as alterações metabólicas que as compreendem, torna essa população mais vulnerável a infecções. O cenário atual de pandemia traz uma preocupação maior para essas pessoas, consideradasgrupo de risco da COVID-19, ou seja, possuem maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar à morte”, comenta.

Outro fator importante são as sequelas que o vírus pode deixar. “Visto que o SARS-CoV-2 interfere no metabolismo e na fisiopatologia das doenças cardíacas, podendo ocorrer desde instabilização das placas de colesterol, e, possivelmente, levando a formação de trombos, AVC e infarto, até miocardites importantes, que pode gerar disfunção cardíaca e arritmias”, alerta Priscila.

A adoção de hábitos saudáveis, como nutrição adequada, sono e atividade física regular, e ainda evitar exposição ao tabagismo e etilismo, podem colaborar para a prevenção de desfechos cardiovasculares precoces, otimizando a recuperação desses indivíduos.

A ingestão de alimentos considerados aliados para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares deve ser incentivada para potencializar as terapias empregadas na recuperação e proteção contra infecções como a COVID-19. “É recomendado o consumo de frutas e hortaliças, cereais e grãos integrais, azeite de oliva, oleaginosas, lácteos desnatados, peixes e aves, e menor consumo de alimentos fontes de gorduras saturadas e trans”, finaliza a nutricionista Priscila Moreira, conselheira do CRN-3.

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