Celso de Mello: A incógnita para a volta de Lula em 22

Luís Inácio Lula da Silva – Foto: Agência Brasil/ABr

Com a volta do ministro Celso de Mello, na segunda-feira (28/09), à sua cadeira no Supremo Tribunal Federal, terão início os 34 dias que antecederão sua aposentadoria compulsória. Neles, políticos e juristas viverão a expectativa e a ansiedade em torno do julgamento do habeas corpus 164.493 em que a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva questiona a parcialidade do juiz Sérgio Moro e pede a anulação da condenação do ex-presidente.

Políticos entendem que o julgamento desenhará a eleição de 2022. Caso ganhe, Lula terá seus direitos políticos reabilitados e poderá enfrentar Bolsonaro, cuja candidatura é vista como ameaça à democracia no Brasil. Entre juristas há a certeza de que Mello será o fiel da balança no caso que hoje estaria empatado.

Caso mantenha sua coerência jurídica, ele poderá repetir o voto dado em 2013 quando taxou Moro de “juiz travestido de investigador”. Na época, foi o único ministro da 2ª Turma a defender a anulação de sentença do hoje ex-juiz de Curitiba. Mesmo entre os que reconhecem a coerência do decano do STF, não há quem arrisque palpite com relação ao HC de Lula. Mas o julgamento poderá ser o fecho de ouro do mais longevo juiz do STF na República.

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