Pandemia e Setembro Amarelo

Estudantes de Psicologia de várias partes do Brasil oferecem serviços gratuitos que amenizam a ansiedade e ajudam a prevenir a prática do suicídio

O ano de 2020 está sendo bastante desafiador para os seres humanos de toda parte do Planeta Terra. É que com a chegada do novo coronavírus, nós fomos obrigados a ficar isolados, com medo de sair, medo de morrer, medo de contrair a doença ou de passá-la para os nossos entes queridos. Aqui no Brasil, a quarentena já dura 6 meses e os cidadãos começam a sentir as mais variadas mudanças em diversos âmbitos: no humor, no relacionamento com os integrantes de casa, no sono, entre outros casos. E durante tanto tempo de reclusão, os especialistas fazem um alerta: é preciso falar sobre o suicídio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, mas 90% dos suicídios poderiam ser evitados, pois os transtornos que se encontram associados ao comportamento suicida contam com tratamentos psicológicos específicos. Em nosso país, nos últimos anos, mais de 100 mil pessoas morreram em decorrência deste lamentável fato.

Esse é um fenômeno complexo, sendo difícil definir um único motivo, pois muitos aspectos podem ser considerados como influenciadores ou desencadeantes. Afirmar que uma pessoa tirou a própria vida porque estava deprimida ou porque acabou um relacionamento, ou ainda porque é usuário de drogas, não é suficiente. Tentar entender o ato do suicídio diz respeito a buscar um norte, levando em consideração aspectos individuais, sociais, culturais, ambientais, religiosos e psicológicos.

Durante este mês, acontece a campanha brasileira de prevenção ao suicídio, mais conhecida como “Setembro Amarelo”, iniciada no Brasil em 2015. O mês foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando, bem como conscientizando a população sobre a importância de sua discussão.

Alunos, coordenadores e docentes do Curso de Psicologia da Estácio dos 44 campi, distribuídos por todo o Brasil, fazem parte do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA). Nestes espaços são realizados atendimentos psicológicos gratuitos, cujas consultas são agendadas previamente. Mais informações podem ser obtidas na unidade mais próxima da residência dos interessados. “Nossos serviços gratuitos são oferecidos o ano todo e o grande objetivo é dar condições aos estudantes de colocarem em prática tudo que aprenderam, sempre supervisionados por professores e coordenadores”, afirma Angie Pique, Gestora Nacional do Curso de Psicologia da Estácio.

Segundo a gestora da Instituição de Ensino Superior, milhares atendimentos gratuitos são realizados anualmente pelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Estácio. Vale registrar que em caso de urgência, as pessoas e familiares que precisam conversar, visto que o diálogo salva milhares de vidas, devem ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188. A ONG realiza apoio emocional e prevenção de suicídio e o sigilo é absoluto.

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