Conheça os principais IPOs previstos para o segundo semestre

Fila de pedidos de oferta inicial de ações já supera 40 empresas para o final de 2020. Confira as mais indicadas e as melhores opções de investimento.

O final do ano promete ser quente na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Ao menos 40 empresas querem estrear as suas operações na Bolsa com o pedido de IPO nos próximos meses.

Para quem ainda não sabe como operar na Bolsa de Valores, IPO significa oferta inicial de ações, na sigla em inglês, e acontece quando uma empresa deseja começar a negociar os seus papéis.

Foto: Shutterstock

Depois que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus engavetou mais de 200 pedidos de IPO previstos para o mês de março, a ampla liquidez dos mercados globais e o ávido apetite dos investidores por ações está fazendo crescer o número de pedidos de início de atividades na Bolsa de Valores brasileira.

Entre as empresas que deram entrada na documentação estão redes de farmácias, redes varejistas, incorporadoras entre outras. Confira a seguir os principais destaques:

Aeris

A fabricante de equipamentos para geração de energia também protocolou pedido de oferta primária e secundária.

A fabricante de pás eólicas brasileira pretende utilizar os recursos da oferta primária para expandir a capacidade produtiva e modernizar as instalações e os processos de suas fábricas.

BR Partners

De acordo com a coluna do Lauro Jardim, o banco de investimentos BR Partners pretende levantar R$ 600 milhões em um IPO, para financiar o crescimento das áreas de mercados de capitais, créditos estruturados e derivativos.

O BR Partners foi fundado há 10 anos, e a previsão é de que a oferta seja de ações primárias para este mês de setembro.

BV

O antigo Banco Votorantim, agora BV, retomou seus preparativos para o pedido de IPO suspenso no início da pandemia.

A operação será parte primária, com recursos destinados ao caixa da empresa, e parte secundária, com a negociação de ações do Banco do Brasil e da família Ermirio de Moraes, do grupo Votorantim.

d1000

A d1000 Varejo Farma Participações, controladora do grupo Profarma, registrou pedido de oferta inicial de ações primárias, quando o valor arrecadado vai direto para o caixa da empresa.

A gigante do setor farmacêutico hoje engloba as marcas Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário, com cerca de 300 lojas no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins e em Goiás.

Havan

A rede do polêmico Luciano Hang fará oferta primária e secundária, com intenção de captar R$ 10 bilhões para expandir e reabrir lojas e centro de distribuição, investir em tecnologia e reforçar o capital de giro.

HBR Realty

A empresa do ramo imobiliário se define como uma plataforma de propriedades urbanas com forte presença em São Paulo e deve realizar ofertas primária e secundária.

Le Biscuit

A rede varejista Le Biscuit, fundada na Bahia, faz parte do portfólio da gestora Vinci Partners, que estará entre os acionistas dispostos a vender participação. A companhia também espera reforçar seu caixa e seu capital de giro, além de realizar investimentos em TI e logística.

Nissei

A rede de farmácias fundada no Paraná conta com aproximadamente 20% do mercado no estado e 26% na capital Curitiba. Possui mais de 300 lojas em 76 cidades no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo. As ofertas serão primária e secundária.

Pague Menos

A rede de farmácias Pague Menos protocolou um pedido de oferta pública de distribuição primária e secundária de suas ações ordinárias. Fundada no Ceará, Ceará, a Pague Menos hoje tem 1.124 lojas distribuídas por 327 municípios de todos os estados brasileiros, e a captação de recursos deve ajudar a financiar sua expansão.

Petz

A Pet Center, controladora da Petz, protocolou seu pedido de IPO em fevereiro de 2020, mas a crise do novo coronavírus adiou os planos da companhia.

Com IPO previsto para o final do ano, a empresa – que faturou R$ 1 bilhão em 2019 – espera captar R$ 2 bilhões e garantir sua expansão. Fundada em 2010 como Pet Center Marginal, a Petz mudou de nome e conta hoje com 108 lojas em 12 estados brasileiros.

Quero-Quero

Outra empresa que teve os planos adiados foi a rede varejista de material de construção Quero-Quero, que atualizou seu pedido de IPO com ofertas primária e secundária. A rede hoje tem 346 lojas na região Sul do Brasil e pretende utilizar os recursos da oferta primária para abrir e reformar lojas, investir em centros de distribuição e reforçar o caixa da empresa.

Wine

A Wine, varejista brasileira de vinhos pela internet, se apresenta como o maior clube de vinhos do mundo, com mais de 170 mil sócios, e pretende levantar R$ 1 bilhão em sua oferta de ações.

A empresa foi criada em 2008, no Espírito Santo, e ultimamente se beneficiou do aumento no consumo de vinho durante a pandemia, com até 40% de aumento nas vendas.

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