Baixa umidade exige adequações na alimentação e na prática de exercícios físicos

Clima de deserto é típico neste período do ano e deve perdurar por algumas semanas

Com a umidade do ar bem mais baixa do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é hora de adaptar a rotina para sentir menos impactos no organismo. Com mudanças na alimentação e na hora de praticar exercícios, especialistas apontam que é possível driblar os efeitos provocados pela baixa umidade. Nos últimos dias, alguns municípios de Mato Grosso do Sul, entre eles Campo Grande, têm registrado umidade do ar abaixo de 15%, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Foto: Divulgação

A principal dica para estes dias é aumentar o consumo de água para manter o organismo hidratado. O consumo de sucos também pode ajudar, mas é necessária atenção. “Devem ser sucos naturais e ingeridos com cautela, pois a pessoa acaba consumindo muitas calorias sem perceber. Além disso, não devemos substituir o consumo de água por outras bebidas”, afirma a coordenadora do curso de Nutrição da Estácio Campo Grande, Camila Morais.

A nutricionista explica que cada pessoa tem uma necessidade de ingestão de água. Em caso de prática de exercício físico, por exemplo, o volume de água que deve ser ingerido pode ser superior a dois litros por dia.

Além da ingestão de líquido, a alimentação deve ser repensada. A orientação é que sejam priorizados o consumo de frutas, verduras, legumes e as refeições sejam mais leves e de fácil digestão. “Mantendo uma alimentação saudável, diminuímos os riscos de adquirir doenças respiratórias. Por isso, devemos distribuir, diariamente, na alimentação aqueles alimentos que promovam o aumento da imunidade”, sugere Camila Morais.

Entre os alimentos que ajudam na imunidade, estão as frutas cítricas, como laranja e acerola, que são ricas em vitamina C, e previnem gripe, resfriados e infecção das vias respiratórias. O gengibre, rico em gingerol, atua como antioxidante e anti-inflamatório. Outro ingrediente sempre presente nas cozinhas e que pode ajudar é o alho. Composto por alisina e aliina, ele é capaz de combater infecções por vírus, bactérias e fundos.

Coordenador do curso de Educação Física da Estácio Campo Grande, o professor e educador física Nelson Thiago Andrade reforça a necessidade de hidratação não apenas durante os treinos, mas, também, antes e depois. “A hidratação facilita o trabalho do corpo quando a umidade do ar está baixa”, pontua.

Maior e mais pesado órgão do corpo humano, a pele também precisa de uma atenção especial. Por isso, a dica é investir no creme hidratante, assim como no protetor solar, independente se tem sol ou não. A hidratação, lembra o professor, ajuda a aliviar as coceiras e irritações da pele.

Com a necessidade de evitar aglomerações e manter o distanciamento físico, o professor recomenda optar por horários que não sejam de pico para a prática de exercícios. Outra dica é priorizar espaços distantes de vias urbanas para se exercitar. Assim, o atleta fica menos exposto aos gases emitidos pelos veículos.

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