Lives brasileiras e estrangeiras: vejam quais são as diferenças

Desde o início da quarentena causada pela pandemia mundial do coronavírus, as lives passaram a fazer parte da programação das pessoas. Sejam de músicas, culinária, educação, exercícios, religiosas ou qualquer que seja o tema, é possível encontrar diversas lives em muitas redes sociais todos os dias.

Com muitos objetivos, desde promoção de marcas, como cervejas, lojas, máquinas de cartão, como a point mini chip, de artistas e arrecadação de fundos para ajudar a diversas instituições, as lives fazem a alegria das pessoas que estão em isolamento social e mudaram suas rotinas nos últimos meses.

Você já percebeu as diferenças das lives nacionais e internacionais e como os diferentes artistas fazem seus shows online? Vamos falar mais sobre isso!

Foto: Shutterstock

O mercado das lives

As lives não são exatamente uma novidade e elas já são utilizadas há muito tempo por influenciadores digitais, em jogos online e youtubers. Porém, foi na quarentena que muitas pessoas descobriram o poder das lives e ela tem feito cada dia mais sucesso e é esperada como um evento para muitas pessoas.

Durante a pandemia, as lives começaram com o mercado internacional. Foram estrelas globais como Elton John, John Legend e Chris Martin que fizeram transmissões para seus fãs, a partir de seus perfis no Instagram, sem muito aviso e nenhuma produção além do celular, voz e instrumento musical e, além de cantarem, incentivaram o isolamento e as doações.

O Brasil começou com a febre das lives com festivais que reuniam diversos artistas de muitos segmentos e, cada um da sua casa, de forma simples, também fazia a apresentação através do Instagram.

Porém, o mercado brasileiro, principalmente puxado pelos artistas do sertanejo, enxergaram o potencial das lives e mudaram sua forma de transmitir, deixando de ser algo simples, caseiro e intimista, tornando a apresentação um grande evento.

Essa é uma das grandes diferenças de artistas nacionais para internacionais, enquanto no cenário internacional não há tanto investimento em produção e o artista preza por de fato estar em casa, o artista brasileiro reúne suas duplas ou grupos e, mesmo com equipes reduzidas, fazem transmissões com grandes estruturas.

Em apresentações internacionais, é possível notar que os artistas prezam por ficar na sala de casa e encontram seus colegas de profissão por vídeos e até mesmo os duetos são feitos por chamadas e vídeos gravados, como foi o One World: Together At Home.

O festival com curadoria de Lady Gaga reuniu diversos artistas, especialistas em saúde, comediantes e personalidades, foi transmitido em diversas plataformas e canais de televisão. Os mais diferentes participantes se reuniram apenas de forma online e contribuíram com vídeos feitos de suas próprias casas.

Já no Brasil, os artistas investem em seu show virtual, criam cenários, alugam ou fazem parcerias com espaços e reúnem seus grupos e artistas para as apresentações.

Outra diferença entre as lives brasileiras e estrangeiras é quanto ao número de anúncios e publicidades durante as apresentações. O mercado brasileiro entendeu o poder da live e, graças ao grande número de acessos, várias marcas estão presentes.

Durante os shows, não faltam parcerias de bebidas como cervejas e outras alcoólicas, lojas de roupas, calçados, lojas de departamento, empresas de comida e até mesmo, remédios. Não faltam publicidades, que oferecem descontos para aqueles que estão assistindo e fazem com que as marcas estejam presentes na mente do consumidor.

E, assim como o festival One World: Together At Home que foi transmitido em canais de televisão, muitas lives brasileiras são transmitidas em canais quando há parceria com empresas de televisão a cabo. Além disso, a Rede Globo também participa dos projetos de multiplataforma e já fez alguns lives que, além de transmitidas nas redes sociais, são exibidas pelo canal e seus parceiros.

E, como se não fosse suficiente a grande estrutura criada pelos artistas brasileiros, é notável a busca da interação com os fãs em apresentações que duram horas e horas. O cantor Wesley Safadão, por exemplo, fez mais de 10 horas de show em sua transmissão e foi além, o show será transformado em novo álbum e DVD do artista.

Mesmo que de formas diferentes, sejam artistas brasileiros ou internacionais, há a semelhança de que o propósito principal é realizado: em todas as lives são arrecadadas muitas doações em dinheiro, alimentos e qualquer donativo que são repassados para instituições que precisam de ajuda.

Com muitas diferenças entre as lives brasileiras e estrangeiras e muitas críticas para a forma em que são produzidas as nacionais, os números que os artistas brasileiros têm alcançado são impressionantes.

Das 10 lives mais vistas no mundo todo no Youtube, 7 delas são shows brasileiros, com Marília Mendonça liderando essa lista, com mais de 3,3 milhões de usuários simultâneos. A cantora inclusive foi a primeira artista sertaneja a ter um intérprete de Libras em sua apresentação, o que rendeu muitos elogios e, desde então, toda apresentação conta com intérpretes.

Na lista de acessos está também Jorge e Mateus, Gusttavo Lima, Sandy & Júnior, Henrique e Juliano, Zé Neto e Cristiano e Wesley Safadão. Os únicos artistas internacionais na lista são Andrea Bocelli e o grupo sul-coreano BTS em duas posições, em apresentações diferentes.

Não se sabe quanto tempo ainda a quarentena vai durar, mas enquanto o isolamento social for necessário, não faltam apresentações e agenda cheia de shows e lives para todos os gostos.

E você, está acompanhando seus artistas e participando das lives? Veja as próximas apresentações e assista um show do conforto da sua casa!

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