Distribuição de lucros do FGTS reforça que saque só deve ser feito em emergência

Boa notícia para quem ainda tem dinheiro no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), é que serão distribuídos a esses cotistas R$ 7,5 bilhões do lucro obtido em 2019 com o retorno da aplicação dos recursos. Os valores que serão proporcionais ao dinheiro que a pessoa possui no fundo será depositado nas contas dos trabalhadores até o próximo dia 31 pela Caixa Econômica Federal.

Foto: Divulgação

Serão beneficiados aproximadamente 167 milhões de contas ativas e inativas do FGTS. Será considerado para o cálculo do valor do crédito proporcional o saldo registrado em cada conta no fim do ano passado e poderá ser consultado pelos trabalhadores por meio do extrato do FGTS, mas segundo a Caixa, o valor médio do repasse será de R$ 45.

Esse é o terceiro ano consecutivo que o Caixa faz essa divisão de lucros e com isso também é o terceiro ano consecutivo que o FGTS rende mais que a inflação e a poupança. Com essa medida, a rentabilidade do fundo vai subir de 3% para 4,9% em 2019, sendo superior a poupança (4,26%) e à inflação de 2019 (4,31%), e representando aproximadamente 80% do rendimento dos CDIs.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN), essa informação reforça seu posicionamento de que as pessoas só devem sacar os valores do FGTS em caso de real necessidade. “Sempre que o governo abre os saques, muitos falam que é interessante sacar, contudo, reafirmo, se a pessoa está em uma situação financeira confortável, a melhor orientação é manter o dinheiro nessa aplicação”.

Reinaldo Domingos complementa: “Hoje, nenhuma aplicação de renda fixa paga 4,9%. Então, o FGTS tem um ótimo rendimento, e ainda é isento do Imposto de Renda. Por isso, não se recomenda mais tirar dinheiro para aplicar em outro lugar. O trabalhador só deve fazer saques em caso de extrema necessidade”, confirmou o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Outro ponto importante ao considerar se deve sacar ou não esse valor é o fato de que a maioria dos contribuintes não utilizam o dinheiro posteriormente para poupar, mas sim para o consumo e realização de vontades imediatas, e muitas vezes sem planejamento.

“É muito arriscado usar esse valor para consumo, lembrando que o FGTS é um dinheiro para uma reserva em caso de emergência, e o uso irresponsável pode prejudicar muito as pessoas em caso de crise. Essa situação se viu recentemente, quando muitas pessoas que precisavam desse valor não tinham mais. Com dinheiro não se pode brincar”, finaliza Reinaldo Domingos.

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