Laboratório de MS instala novos equipamentos para testes de qualidade do algodão

Importado dos EUA os equipamentos são os primeiros a serem instalados na América Latina

O laboratório de análises de algodão da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) se tornou o primeiro da América Latina a contar com o Colorímetro duplo, equipamento capaz de avaliar, com maior precisão, a cor e as impurezas do algodão colhido no Estado. O colorímetro contribuirá diretamente na medição da qualidade das fibras comercializadas pelos agricultores do Estado.

Foto: Divulgação

Vindo dos Estados Unidos, o equipamento proporcionará maior qualidade na avaliação e seleção do algodão e tornará mais confiável o processo de análise de amostras durante as safras. Produtores estimulados por esta melhoria no laboratório, segundo a Associação haverá um avanço no volume de análises em 40% já na safra atual, totalizando cerca de 400 mil análises.

“Inauguramos o laboratório em 2019 já com a finalidade de que fosse um dos mais modernos do Brasil. Agora estamos sendo pioneiros no retrofit dos aparelhos do laboratório, investimentos estes que agregam qualidade nos serviços prestados e credibilidade ao laboratório da Ampasul. Outro ponto importante que a Associação está investindo é na implantação da ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 que atua num sistema de gestão de qualidade, buscando padronizar as operações de ensaio do laboratório e atendendo a crescente exigência do mercado de algodão”, explica o diretor da Ampasul, Adão Hoffmann.

Cada amostra que chegar ao laboratório, agora passará por quatro testes simultâneos, referente a cor e impureza do produto. Atualmente serão avaliadas 4.800 amostras por dia, no laboratório da Ampasul, em Chapadão do Sul.

Segundo Lúcio Matos, gestor de laboratório da Ampasul, o melhoramento tecnológico para avaliação de cor e impurezas, ocorreu devido a necessidade do algodão brasileiro, em oferecer ao mercado internacional as mesmas condições de análises nas características intrínsecas das fibras, já disponibilizadas pelos Estados Unidos e China. “Os estudos feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA, em parceria com a Uster Technologies AG demonstraram que realizando quatro leituras simultâneas, invés de duas, é possível aproximar a classificação visual com a tecnológica, gerando maior confiabilidade nos resultados”.

A meta dos produtores é avançar no quesito de análises de qualidade da fibra do algodão brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), a entidade se empenhará para que no menor prazo possível o máximo de laboratórios possam se adequar a essa nova tecnologia. “Outro ponto chave que poderá agregar valor ao algodão sul-mato-grossense, além da certificação do Algodão Brasileiro Responsável – ABR e Better Cotton Initiative – BCI já existentes em mais de 85% das propriedades do estado, é a implantação nesta safra 2019/2020 da certificação nas Unidades de Beneficiamento de Algodão, promovendo a melhoria no processo das algodoeiras”, finaliza o Presidente da Ampasul, Walter Schlatter.

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