Decisão pessoal, efeito Coletivo

Foto: Janir Arruda / Divulgação

Independente do que se comenta essa semana, acerca da abertura da rodoviária intermunicipal, que vai aos poucos movimentar o fluxo de passageiros ladarenses e corumbaenses, vem de encontro com a nossa preocupação com o aumento de casos nos dois municípios. Em primeiro luar, cabe um comentário: a COVID-19, doença identificada pela primeira vez em Wuhan, China, em dezembro de 2019, propagou-se rapidamente e tornou-se uma pandemia em poucos meses. A elevada infectividade de seu agente etiológico, o coronavírus denominado SARS-CoV-2, aliada à ausência de imunidade prévia na população humana e à inexistência de vacina, faz com que o crescimento do número de casos fosse alarmante e pior para o município que tardou em tomar medidas preventivas e sérias.

Certamente essas medidas de pronto pelo Prefeito de Corumbá Marcelo Iunes, Decreto nº 2.300 de 05 de maio de 2020, que com uma formação de farmacêutico, viu bem e rápido além do alcance individual, ambiental e comunitário, como a lavagem das mãos, a etiqueta respiratória, o distanciamento social, o arejamento e a exposição solar de ambientes, a limpeza de objetos e superfícies, e a restrição ou proibição ao funcionamento de escolas, locais de convívio comunitário e  transporte público, seguido nas devidas proporções, pelo colega Pastor Iranil de Lima, no âmbito da Pérola do Pantanal. Decreto nº 5187/PML, no dia 08 de maio, do corrente.

Sem dúvida a reabertura da Rodoviária deverá estar acompanhada do controle por parte da Vigilância em Saúde. Haverá regras estas, como a disponibilidade de apenas 50% das vagas dentro dos ônibus, obedecendo o distanciamento entre os passageiros e o uso das máscaras. Aliás pelo que tenho acompanhado estudos apontam que as máscaras faciais, quando adaptadas adequadamente, interrompem com algum sucesso a dispersão das partículas expelidas por meio da tosse ou espirro, reduzindo a transmissão de doenças respiratórias. Mesmo máscaras que não se adaptam perfeitamente, bem como máscaras de fabricação caseira, embora com desempenho inferior às máscaras cirúrgicas e N95, são capazes de reter.

Notícias chegam de que o pesquisador Chandan Sen, diretor do Centro para Medicina Regenerativa e Engenharia da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, nos EUA junto com outros colegas perceberam que o vírus depende de forças eletrostáticas para infectar as pessoas. Recentemente, a equipe anunciou o desenvolvimento de um tecido feito de poliéster com pontos circulares de prata e zinco alternados que confundem as propriedades eletrocinéticas, diminuindo sua capacidade de infectar as pessoas. Enquanto as pesquisas avançam, vamos com o que já conhecemos e evitando ao máximo em acreditar em “fake news,” (e já há projeto de lei nesse sentido na Assembleia Legislativa, a proposta segue para a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça), como por exemplo, uma que recebi por “whattsApp” incentivando levantar a máscara a cada 10 minutos. Saibam que é uma medida que aumenta o risco de contaminação, já que ao levantar a máscara, perde-se a proteção e o indivíduo torna-se exposto às partículas contaminadas no ar.

Além disso no momento que o indivíduo levanta a máscara, está correndo o risco de tocar no lado externo da máscara, aumentando assim o risco de contaminar-se. Certo é que a transmissão comunitária poderia ser reduzida se todas as pessoas, incluindo as assintomáticas e contagiosas, usassem máscaras faciais Na primeira semana de uso obrigatório de máscaras em Corumbá, como medida de prevenção e combate à propagação do novo coronavírus, a equipe da Coordenadoria de Posturas da Prefeitura, aplicou duas multas e três notificações pelo não cumprimento de decreto municipal. Cada um foi multado em R$ 199.

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