MPT-MS participa de reunião em busca de alternativas para retomar atividades econômicas sem comprometer a proteção dos trabalhadores

Instituição reafirmou compromisso de promoção do diálogo social, da negociação coletiva e da tutela ao emprego e à ocupação

Campo Grande (MS) – A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Cândice Gabriela Arosio, discutiu na tarde de ontem (25) medidas que poderiam amortecer o impacto da Covid-19 sobre a economia do Município de Campo Grande. Além do prefeito da capital do estado, Marquinhos Trad, participaram da reunião representantes da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Consórcio Guaicurus – que opera o serviço de transporte público no município.

Na ocasião, Cândice Arosio externou preocupação com uma possível flexibilização das medidas de distanciamento social e com o retorno antecipado de algumas atividades econômicas, que poderiam ampliar os riscos de contágio dos trabalhadores pelo novo coronavírus. Por outro lado, sinalizou a necessidade de ações voltadas principalmente às pequenas e micro empresas, que carecem de amparo estatal nesse momento de fragilidade do contexto socioeconômico decorrente da pandemia.

As ruas de Campo Grande (MS) permanecem vazias em decorrência da pandemia do Covid-19 – Foto: Álvaro Barbosa

A procuradora-chefe também reafirmou o compromisso institucional de promoção do diálogo social, da negociação coletiva e da proteção ao emprego e à ocupação, e que o Ministério Público do Trabalho está à disposição para intermediar eventuais conflitos entre empregados e empregadores.

Estamos aqui para encontrar soluções, um meio-termo. Precisamos entender que as medidas de prevenção foram tomadas sob uma necessidade para que os números de casos não aumentassem. O Município fez isso com todo respaldo legal. Neste momento, precisamos avaliar as necessidades de todos e encontrar soluções”, enfatizou Cândice Arosio.

Na capital, o prefeito Marquinhos Trad tem adotado uma série de medidas restritivas para impedir que a cadeia de contaminação pelo novo coronavírus se alastre além da capacidade de atendimento pelos sistemas de saúde. Trad sustentou que as ações, até então implementadas, foram necessárias e tiveram apoio da sociedade.

Representantes do comércio pediram a flexibilização dos decretos como alternativa para evitar um possível colapso da economia.

Até essa quarta-feira (25), Campo Grande registrava 240 notificações, sendo 22 casos confirmados de Covid-19.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul

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