Confira dicas do Sebrae para vender produtos de forma não presencial

Especialista Fred Rocha, eleito o melhor profissional de marketing do Brasil, dá orientações para empresários se adaptarem em meio à crise do Coronavírus.

A crise econômica ocasionada pela pandemia do novo Coronavírus (Covid 19) tem preocupado muitos donos de pequenos negócios, que têm visto o faturamento cair. Porém, apesar da instabilidade, existem formas de se adaptar e atender as demandas dos consumidores neste momento.

Pensando nisso, o Sebrae/MS convidou na quarta-feira (25) o especialista Fred Rocha para dar dicas sobre como vender de forma não presencial em uma “live” – transmissão ao vivo – no Instagram da instituição. Para os interessados no conteúdo, um vídeo também foi disponibilizado no Youtube.

É possível conferir orientações do especialista Fred Rocha no Youtube do Sebrae/MS – Foto: Sebrae/MS

Fred Rocha possui mais de 26 anos de experiência como comerciante e varejista, já foi eleito o melhor profissional de marketing do Brasil pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico e ganhou o prêmio Personalidade de Marketing do Digitalks, maior evento de marketing digital do país.

Na transmissão, ele explicou os diferentes tipos de vendas não presenciais e reforçou a importância dos empresários entenderem as necessidades atuais dos clientes. “Todos os vendedores que estão tentando ‘empurrar’ produtos que não são importantes no momento serão prejudicados depois, porque os consumidores vão entender que as empresas não têm um propósito verdadeiro e só pensam em dinheiro”.

Como vender

Primeiramente, o especialista disse que a venda não presencial é aquela onde o cliente não está presente, e existem dois tipos: a automática, onde é dispensada a presença humana para a venda ser efetivada, e a manual, que precisa deste contato.

Falando sobre os tipos automáticos, ele destaca a existência de dois canais principais: lojas virtuais, o chamado e-commerce, ou os marketplaces – uma espécie de shopping virtual onde o pequeno negócio também pode cadastrar o seu produto e vendê-lo, como na Amazon, Magazine Luiza, entre outros.

“O grande diferencial da internet é que não tem um funcionário para explicar como funciona o produto, por isso o empresário precisa investir em conteúdo para explicar isso e como ele pode facilitar a vida do cliente”, destaca Fred Rocha.

Já a venda não presencial manual pode ser feita via telefone e pelas redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp. “Todos os pontos de contato onde tem interação com o cliente são formas de fazer a venda não presencial. Sempre tratamos esses canais como de comunicação e não pontos de venda. Não podemos utilizá-lo mais apenas para levar o cliente para a loja”.

Vale lembrar que cada rede social tem uma característica própria, então é preciso entender a linguagem delas para se comunicar com o público. “Responda rapidamente e seja ativo, não adianta abrir lojas e esperar o cliente entrar, a mesma lógica vale para as redes sociais”, orienta Fred Rocha.

Por fim, para continuar vendendo neste período de crise, é preciso buscar formas de ajudar as pessoas e entender as necessidades que o isolamento social trouxe. “Como posso ajudar as pessoas através do que vendo, e agora dentro de casa? Como o produto ou serviço pode fazer a vida da pessoa melhor? Por exemplo, ninguém vai comprar roupa de festa agora, mas é um bom momento para vender pijama”.

Mais Conteúdo

Para os interessados em mais conteúdos, o Sebrae/MS realiza nesta quinta-feira (26) uma transmissão no Instagram, às 15h, agora com a participação de instituições bancárias. Serão abordados assuntos como atendimento no período do Coronavírus e linhas de crédito para pequenos negócios. Mais informações pelo telefone 0800 570 0800.

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