Único McLaren Senna GTR na América Latina tem 825 cv e vai ficar parado (mas é por uma boa causa)

Versão de pista do superesportivo foi comprada por uma instituição de caridade brasileira e visa inspirar jovens a despertarem seus talentos

McLaren Senna GTR é feito para as pistas e não pode andar na rua (Foto: Divulgação)

McLaren Senna GTR é feito para as pistas e não pode andar na rua (Foto: Divulgação)

Uma das 75 unidades do McLaren Senna GTR está em terras brasileiras. Só que você não vai vê-lo nas ruas (não há homologação) e nem nas pistas (seu habitat).

Isso porque o superesportivo foi comprado por Lia Maria Aguiar, um senhora de 82 anos apaixonada por carros, e doado a fundação que leva seu nome.

A instituição sem fins lucrativos ajuda cerca de 700 jovens e crianças em Campos do Jordão (SP). O preço não foi revelado, mas o valor estimado está entre R$ 12 e 15 milhões.

Lia Maria é filha de Amador Aguiar, um dos fundadores do Banco Bradesco – sua fortuna é estimada em mais de R$ 4 bilhões. O modelo ainda foi customizado com detalhes de pintura e acessórios escolhidos pela presidente da Fundação.

O Senna GTR ficará exposto no futuro Museu-Escola em que a fundação está trabalhando e será inaugurado em 2021. O objetivo é inspirar jovens e crianças e fazer com que elas acreditem que os sonhos e desejos podem virar realidade.

“A aquisição do carro pretende preservar e valorizar a história do automóvel, além de promover o aprendizado, instruindo e formando profissionais deste mercado em diferentes especialidades”, diz Luiz Goshima, diretor da Fundação.

O GTR “brasileiro” ainda tem um diferencial. É um Experimental Prototype (XP). O carro foi um dos primeiros protótipos a serem construídos para o desenvolvimento do produto. Depois da finalização, todos os componentes são trocados e o modelo se torna um dos 75 exemplares produzidos.

McLaren Senna GTR (Foto: Divulgação)

McLaren Senna GTR (Foto: Divulgação)

Só uma pena que não veremos os 825 cv do Senna GTR em ação. O superesportivo é equipado com  o M840TR, mais conhecido como V8 4.0 litros soprado por dois turbos.

Os 25 cv extras frente ao Senna “normal” são adquiridos pela recalibração da unidade de força e também a eliminação do catalisador secundário. Os 81,6 kgfm de torque permanecem intactos. A transmissão é de dupla embreagem e sete marchas.

Ainda são 1.000 kg de pressão aerodinâmica, relação peso-potência de 1,44 kg/cv e uma asa traseira gigantesca – que também serve como mesa de jantar.

O que muda consideravelmente em relação ao Senna “de rua” é o visual. A asa traseira é gigantesca e acoplada ao difusor – vale lembrar que carros exclusivos para andar em pista não precisam cumprir certas regulamentações de modelos de rua. De acordo com a McLaren, essa solução “faz melhor uso do ar que flui sobre a traseira do veículo”.

O Senna GTR ostenta fibra de carbono no exterior e no interior (Foto: Divulgação)

O Senna GTR ostenta fibra de carbono no exterior e no interior (Foto: Divulgação)

Já o sistema de escape do conceito, que saiu através de canos laterais logo à frente das rodas traseiras, foi substituído por um sistema de saída traseira mais convencional, na mesma localização do Senna.

A mudança tem um simples motivo: atrás, eles forneceram a rota mais curta e rápida para os gases de escape saírem, o que economiza peso e reduz a complexidade.

A suspensão eletrônica com ajuste de altura foi suprimida e no lugar a McLaren instalou o conjunto de competição em alumínio usado no 720S GT3. As rodas são de 19 polegadas de cubo rápido devidamente calçadas em pneus slicks com tamanho 285/65 na dianteira e 325/70 atrás

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