SVCP – Grupo teatral REME, apresentou peça “Flor do Pantanal”

A vida do homem e da mulher pantaneira reflete em profundidade a bucólica poesia de ser humano na terra e na água. O Pantanal, como já disse o poeta na gosma prateada do caramujo, “não se pode passar régua sobre muito quando chove”. Não há mesmo um limite quando água e céu se brilham de Pantanal. E fazemos parte dele e ele está em nós. É o nosso sotaque quando vimos graça na prosa. É o nosso gosto nos pratos sortidos de serrado. Nosso movimento de dança quando até amanhece o dia na sanfona. Reconhecemos um tio na face soturna de um bugre. Reconhecer-se homem ou mulher do Pantanal é orgulho de nascença e de convivência. Quando isso acontece, passamos aos filhos essa energia de sempre beber das cores Canindé que farelam guarirobas nos quintais. Poesia energizada de bocaiuvas e tarumãs! E os filhos bicando tereré passam o bastão da memória para o futuro.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

É isso que está acontecendo em Rio Verde. Adultos e crianças na roda da ciranda pantaneira! A celebração da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira é uma realidade presente e efetiva na vida dos rio-verdenses já há sete anos. Toda cidade se veste de comitiva, se banha de quebra-torto, se soa de chamamé e se torce na chipa. As escolas municipais, estaduais e particular, tal qual a vasilha areada no jirau, brilham tanto quanto os olhinhos das crianças de chapéu e botina. A semana toda é um mostruário de atividades relacionadas ao universo da lida pantaneira. Há lonas de comitivas numa; berrantes e bruacas noutras; mesa farta de sabores entre sorrisos e causos. Poesias são declamadas, canções são entoadas, o Pantanal vivido e aplaudido. Órgão públicos laceados com a faixa pantaneira expressam uma alegria de ser. Os projetos sociais todos envolvidos na cultura raiz de um povo inspirador.

O prefeito Mario Kruger acertou em montar uma equipe competente que está sabendo conduzir os avanços do município. A educação, alicerce estrutural de uma nação, transmitindo a cultura ancestral aos novos rebentos, representa um dos benefícios dessa competência. A Assessoria de Cultura e Turismo através da Iria Maciack agendou uma semana inteira e sortida de eventos que valorizam a cultura regional. E em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Secretaria de Assistência Social, organizou uma programação variada que envolveu toda a comunidade.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

A Escola de Música do Pantanal sob regência do maestro Isac Tubino esbanjou talento juvenil com músicas regionais. Destaque também na contação de história com Laura, Guilherme e Lenita deslanchando o conto da onça e o tuiuiú. Dentre as apresentações, o teatro reforçou os valores da cidade. O Grupo Municipal da REME montou um espetáculo com crianças do ensino fundamental que emocionou a todos. A peça “Flor do Pantanal” foi baseada no livro da autora Rio-Verdense Tânia Mara de Mato Grosso.

A Lenda da Flor Pantaneira é um livro que conta a história de um casal de jovens pantaneiros. O elenco que abrilhantou essa história é: Adriel Wilker Correia, Antônio Gabriel, Deivid Augusto Goulart, Fernanda Dos Santos, Gabriel Fernandes, Kamily Oliveira, Luisa Limonges, Melissa Alves, Otávio Ramos e Petruz Rocha. Crianças talentosas das cinco escolas da Rede Municipal de Ensino. Com texto e direção do professor Wagner Rondora, a peça foi montada com total apoio da secretaria de educação e dos pais dos alunos. É a magia do Pantanal! “Livre para o desfrute das aves”.

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