A Semana de valorização da Cultura Pantaneira resgata valores e tradição da Cultura pantaneira em Rio Verde

Durante 07 dias, aconteceu em Rio Verde, uma viagem ao encontro com a cultura pantaneira sul-mato-grossense, com início na última sexta-feira (04/10), no Paço Municipal de Rio Verde de Mato Grosso.

A celebração da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira é uma realidade presente e efetiva na vida dos rio-verdenses já há sete anos. Toda cidade se veste de comitiva, se banha de quebra-torto, se soa de chamamé e se torce na chipa. As escolas municipais, estaduais e particular, tal qual a vasilha areada no jirau, brilham tanto quanto os olhinhos das crianças de chapéu e botina. A semana toda é um mostruário de atividades relacionadas ao universo da lida pantaneira. Há lonas de comitivas numa; berrantes e bruacas noutras; mesa farta de sabores entre sorrisos e causos. Poesias são declamadas, canções são entoadas, o Pantanal vivido e aplaudido. Órgão públicos laceados com a faixa pantaneira expressam uma alegria de ser. Os projetos sociais todos envolvidos na cultura raiz de um povo inspirador.

O prefeito Mario Kruger acertou em montar uma equipe competente que está sabendo conduzir os avanços do município. A educação, alicerce estrutural de uma nação, transmitindo a cultura ancestral aos novos rebentos, representa um dos benefícios dessa competência. A Assessoria de Cultura e Turismo através da Iria Maciack agendou uma semana inteira e sortida de eventos que valorizam a cultura regional.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

A VII edição da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira, aconteceu no município de 04 a 12 de novembro, visando incentivar, promover e divulgar a cultura pantaneira, mostrando o potencial turístico do Pantanal além de reconhecer no homem pantaneiro, os seus valores e costumes que tanto contribuem para o desenvolvimento cultural de Rio Verde.

Ao som do toque do berrante, músicas regionais, apresentações culturais e teatrais com Grupo Teatral da REME, contação de histórias e homenagens aos pantaneiros foram atrações da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira.

Todas as escolas e creches da rede municipal foram imprescindíveis para a realização do da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira, com a participação importante de professores e alunos, que trabalharam na sala de aula, sobre a fauna, flora os costumes, tradições e a preservação do bioma pantaneiro, e isso fez com que as crianças, aprendessem os costumes dos pantaneiros rio-verdenses.

Em todas as escolas e CEIs, (CENTRO DE EDUCAÇÂO INFANTIL), aconteceram várias apresentações além de exposição dos trabalhos escolares executados pelos próprios alunos, professores, diretores e coordenadores, valorizando ainda mais os costumes e tradições da cultura pantaneira.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

OFICINA DE FAIXAS PANTANEIRAS

Em comemoração à semana de Valorização do Homem Pantaneiro, o Sebrae/MS, em parceria com a Comunidade Kolping, realizou em Rio Verde a primeira oficina de faixas pantaneiras. O evento aconteceu na sede da Comunidade Kolping Frei Tomás.

A oficina é dividida em duas etapas que são realizadas em duas datas. A primeira, que envolve a elaboração e acabamento, aconteceu de 5 a 8 de novembro. Já a segunda, que foca no aperfeiçoamento da técnica, será realizada entre os dias 19 a 22 do mesmo mês. “É importante ressaltar que a faixa é um artesanato de referência cultural, portanto para os participantes da oficina foi uma oportunidade de reformular seu repertório de criação do artesanato, a faixa abre possibilidade de criar novos produtos, assim aumentando a renda e a economia local. A oficina traz toda a riqueza cultural do pantanal e veio pra complementar as ações de valorização da cultura pantaneira”, destaca Cláudia Medeiros, consultora do Sebrae/MS e realizadora da capacitação.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

CULTURA PANTANEIRA

A faixa pantaneira, além de ser um adorno que os vaqueiros exibem orgulhosos em volta da cintura, também sustenta a coluna durante as longas cavalgadas, por isso a trazem bem apertado na cintura. O modo de usar compõe a típica vestimenta de um peão pantaneiro e seu modo de fazer uma tradição passada de geração em geração.

CABEÇA DE BOI ASSADA

Dentro da programação da Semana de Valorização da Cultura Pantaneira, aconteceu o tradicional jantar da Kolping – Cabeça de Boi, no Salão Paroquial Nossa Senhora Aparecida, no bairro nova Rio Verde.

A Cabeça de Boi Assada faz parte da gastronomia típica do município, preservada, garantindo a perpetuação na memória da comunidade.

A cabeça de boi, assada inteira, é uma iguaria com a qual se esbalda o pantaneiro que aprecia a bochecha, a língua e os miolos. De carne extremamente saborosa, a cabeça é item fundamental das carneadas e festas na região pantaneira.

Preparada em processo artesanal, a cabeça do boi é assada embaixo da terra e costumeiramente nas fazendas do Pantanal quando carneiam o gado.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

CORTEJO MUSICAL PANTANEIRO

O Cortejo Musical, valorizou e marcou a tradição da dança e da música do povo pantaneiro, com início na Rua Porfírio Gonçalves (em frente Comercial Rio Verde), percorreu várias ruas de Rio Verde, sentido Praça das Américas, terminando com o Fim de tarde Pantaneiro.

No trajeto da rua Porfírio Gonçalves até a Praça das Américas, várias músicas da nossa região foram executadas tocadas, pela Escola de Música Som do Pantanal e acompanhadas pelos participantes, homenageando e valorizando a cultura pantaneira rio-verdense.

FIM DE TARDE PANTANEIRO

Recriar num pequeno espaço a cozinha de uma comitiva pantaneira e oferecer a comida típica,”que dá sustância”, esse é o Fim de Tarde Pantaneiro, também realizado durante a Semana de Valorização da Cultura Pantaneira. A típica parada da comitiva no acampamento, para pernoitar, descansar e fazer a refeição. O Fim de Tarde pantaneiro, foi realizado na Praça das Américas e depois de feito acampamento, armado a barraca, o fogão de lenha, um prato típico da gastronomia pantaneira, o arroz carreteiro, é servido a todos os participantes.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

Na época das chuvas o Pantanal se inunda por completo, e o sertanejo é obrigado a afugentar seu gado para as partes mais altas da região numa tentativa de sobrevivência ao ciclo natural do bioma. O mesmo ocorre na seca, onde o pantaneiro é obrigado a conduzir seu gado pelo vasto campo, em busca de água e comida. Assim nascem as comitivas pantaneiras formadas por grupos de peões de boiadeiro e suas montarias, o comissário era o dono da comitiva. O cozinheiro saía mais cedo que os demais integrantes da comitiva, conduzindo os burros cargueiros com suas bruacas, nas quais levava os mantimentos e tralhas de cozinha, até encontrar um rio em cuja margem pudesse preparar a refeição

É uma vida bruta. Tem o ponteiro, o culatreiro, o meeiro que são os nomes dados para quem vai na frente, no final ou no meio da comitiva e cada um tem sua função importante para o andar da comitiva. Tem também o cozinheiro, que não é um cozinheiro normal, ele vai na frente, monta o acampamento e prepara as refeições de todos da comitiva. Dai surgiu o Arroz Carreteiro e o Macarrão Tropeiro. São comidas fáceis de serem preparadas, tendo o macarrão ou o arroz, a carne seca é ingrediente fácil abundante no pantanal.

Segundo a Assessora Especial de Cultura, Iria Maciak, a programação destacou e incentivou a identidade cultural, o potencial econômico de Rio Verde cultuando as tradições do nosso povo pantaneiro. Buscamos, através desta sétima edição, trazer um pouco da fauna, flora e elementos que compõem o dia-a-dia da vida pantaneira.

Fotos: Paulo Sérgio/Cortesia

Queremos agradecer participações e parcerias especiais das escolas municipais, Crescêncio de Abreu, Mariza Ferzelli, José Duailibi, Dr. Cesar Galvão, Aurelino Ataide de Brito, escola estadual Vergelino Mateus de Oliveira, CEI Venância Gonçalves Ferreira, CEI Heitor e Heloisa, CEI Menino Jesus, Kolping, Secretarias Municipais, escola estadual Thomaz Barbosa Rangel, escola Reino do saber, Chapéus Karandá e SEBRAE/MS.

Valorizar a cultura pantaneira em todas as suas vertentes, como no incentivo a manifestações culturais (música, teatro, cavalgadas, festas populares, hábitos tradicionais – tereré); no estímulo para que produtos regionais tenham a identidade do Pantanal por meio de seus elementos (o povo, a fauna e a flora); e na conscientização da população pantaneira para que defendam suas raízes.

O prefeito Mario Kruger acertou em montar uma equipe competente que está sabendo conduzir os avanços do município. A educação, alicerce estrutural de uma nação, transmitindo a cultura ancestral aos novos rebentos, representa um dos benefícios dessa competência. A Assessoria de Cultura e Turismo através da Iria Maciack agendou uma semana inteira e sortida de eventos que valorizam a cultura regional. ”Pretendemos resgatar a história e a tradição do Pantanal rioverdense, evitando que essa cultura tão rica se perca com o tempo”, e isso estamos fazendo com nossas crianças, que serão os grandes responsáveis pelo futuro de nosso Rio Verde e nosso pantanal”, concluiu Mário kruger.

A Vice Prefeita, Dinalvinha Viana, destaca a Semana de valorização da Cultura Pantaneira, como um dos maiores projetos de valorização pantaneira do estado de MS. “O homem pantaneiro e as comitivas pantaneiras fazem parte do nosso dia a dia e são a nossa história. Desta forma, valorizar a cultura pantaneira é também uma forma de preservar e valorizar o meio ambiente. E queremos aliar isso para o fortalecimento de ações e propostas para um desenvolvimento sustentável”, salientou a vice prefeita.

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