Ações de prevenção a casos de suicídio e automutilação são debatidas no Rio de Janeiro

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Foto: Divulgação

Ações de prevenção a casos de suicídio e automutilação foram discutidas nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, entre o secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, e deputados estaduais da região Sudeste. Promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, a Unale, o encontro ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida no Brasil por ano. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) investiga causas e aponta que o uso de drogas é o segundo maior fator de risco entre os casos de suicídio no Brasil – perdendo somente para transtornos de humor. Segundo o secretário, uma mudança na política nacional do setor veio em um momento apropriado.

As alterações que Cordeiro indica estão relacionadas ao fortalecimento das comunidades terapêuticas no acolhimento e na reinserção social dos dependentes químicos. Nesse sentido, o governo quadruplicou a quantidade de vagas para tratamento de dependentes químicos ofertadas em comunidades terapêuticas, atingindo o financiamento de quase 11 mil postos. Além disso, o Ministério da Cidadania tem promovido capacitações para os profissionais que atuam nas entidades, com o objetivo de ofertar um tratamento mais efetivo.

Durante o evento, o secretário nacional lembrou a lei que instituiu Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, de autoria do ministro da Cidadania, Osmar Terra, e sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com a legislação, é obrigatória a notificação dos casos de automutilação e suicídio por escolas e estabelecimentos de saúde, por exemplo. Uma abordagem adequada às famílias, a sensibilização e a articulação intersetorial também são iniciativas propostas pela lei. Cordeiro aponta os benefícios da lei para a gestão federal.

Além disso, o governo federal tem se aproximado de entidades que atuam na prevenção ao suicídio, como a Associação Brasileira de Psiquiatra – com quem o Ministério da Cidadania assinou parceria em torno da Campanha Setembro Amarelo – e Centro de Valorização da Vida, o CVV.

Ouça aqui (2’54)

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