Chapadão do Sul passa a ser a capital do algodão, afirma presidente da Ampasul

Tereza Cristina elogia organização da classe e Verruck aponta possíveis investimentos logísticos

Com a inauguração da nova sede da Associação dos Produtores de Mato Grosso do Sul (Ampasul), de 4.200 metros quadrados e do laboratório referência em análise da fibra, Chapadão do Sul passa a ser a capital do algodão no Estado. A afirmação do presidente da entidade, Walter Schlatter, foi durante a solenidade de inauguração da sede, nesta sexta-feira (26), que contou com a presença da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

“Normalmente as associações estaduais ficam nas capitais. Mas não é o caso da Ampasul, que tem a intenção de estar mais próxima do produtor”, relata o presidente. “Brasil já foi um dos maiores importadores e viramos o jogo em 20 anos. E em três ou quatro anos, devemos superar os Estados Unidos, completou Schlatter ao ressaltar o papel da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a união da classe.

Foto: Diego Silva / Divulgação

A ministra Tereza Cristina apontou os produtores de algodão como exemplo a ser seguido. “São organizados, são unidos. Quando chegam no Ministério, chegam com o problema e com a receita pronta para a solução. Além da união, existe organização, visão de futuro e estratégia”.

Ela ainda apontou suas intenções mercadológicas para o algodão. “Precisamos trabalhar para que o Vietnã seja entrada do nosso algodão na Ásia. Conheço os tombos e tudo o que [os cotonicultores] conseguiram de sucesso. Depois que fecharmos as grandes reformas que estão no Congresso Nacional, será um novo Brasil, será um Brasil com esperança, melhor, justo e que acredita na gente trabalhadora”, emendou.

Homenageado, o ex-presidente da Ampasul Darci Agostinho Boff, concordou com a ministra. “Discutimos e resolvemos problemas juntos, tenho orgulho de ter participado dessa história. E tenho certeza que o algodão é um dos setores mais organizados do país”.

Durante a cerimônia o fundado da Associação, Alberto Schlatter, apontou fatos históricos do algodão em MS e comemorou os avanços. “Transformamos essas terras que, há 60 anos, não tinha valor comercial, devido à falta de água, em terras de alta tecnologia, levando o Brasil ao patamar que merece”.

Já o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Aroldo Rodrigues da Cunha, parabenizou a categoria pela ligação política. “É muito gratificante ver todos os resultados que temos conquistados. O alinhamento do algodão com o governo é digno. Brasil se tornou segundo maior exportador e aumentou sua produtividade em mais de 100% no período de 10 anos”, pontuou, colocando a Ampasul como um case de sucesso.

Milton Garbugio, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), apontou os desafios das exportações. “Trabalhamos muito para que o algodão tivesse o atual reconhecimento. Vamos colher 2,8 milhões de toneladas e nosso consumo interno é de 700 mil toneladas, os demais vamos ter de exportar. Para isso precisamos de confiabilidade”, destacou. “Esse laboratório não é para melhorar o trabalho da Ampasul. Precisamos de exportar, é para isso que servirá”, esclarece.

Representando o governado Reinaldo Azambuja, Jaime Verruck (Semagro), sinalizou que existem projetos logísticos para a região. “O terminal ferroviário de Chapadão do Sul foi inaugurado e temos certeza que outros investimentos virão para região. Quero destacar como o Governo enxerga a agricultura e o algodão. O Programa de Desenvolvimento – PDAgro do Algodão contribui com a produtividade. E quando o Governo abre mão de carga tributária, é em benefício de um determinado setor. E os cotonicultores cumpriram com seu papel”, finaliza.

Também participaram da mesa de autoridades do evento o presidente da Famasul, Mauricio Saito; o presidente da Copasul, representando a OCB/MS, Gervásio Kamitani; e chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Asmus. Além dos prefeitos de Costa Rica e Chapadão do Sul, Waldeli dos Santos Rosa e João Carlos Krug, respectivamente.

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