Dicas para a greve não impactar na rotina das empresas

Seus negócios sofreram algum impacto com a greve de sexta-feira, dia 14 de junho? Ausência de colaboradores, perdas operacionais? Movimentos grevistas fazem parte da realidade da população brasileira há muito tempo. Mas, será que as empresas estão preparadas para lidar com este tipo de situação e os seus possíveis descontroles diretos na operação? Seguem algumas dicas rápidas e simples que podem ser adotadas em situações como esta.

Inicialmente, é importante compreender se o alvo da greve é a companhia, o segmento em que a organização atua ou áreas correlacionadas com os negócios da empresa. Por exemplo, como uma greve de bancários para um banco, a de operários para uma indústria automotiva ou uma greve de caminhoneiros para uma empresa de logística ou transportes. Entretanto, mesmo que o alvo não tenha a ver com o negócio de forma direta, também, é importante avaliar se há reflexo ao seu negócio.

Tendo esse entendimento, outro ponto a se avaliar é se as empresas de transporte coletivo, sejam eles públicos ou privados, irão aderir à greve programada. Sim, existe a possibilidade da empresa de fretamento que atende a sua companhia ser alvo da paralização. Neste segundo caso, se a sua empresa não é de transporte coletivo, será necessário avaliar algumas alternativas.

A primeira delas é o trabalho em casa, conhecido como home office. Para esta alternativa, a empresa precisa avaliar se os colaboradores fazem uso de notebook, possuem acesso remoto e outras medidas que inviabilizam o fluxo de trabalho. Diversas organizações já aderiram a políticas de flexibilização de horário no ambiente de trabalho, o que facilitaria neste tipo de situação com uma ação interna de comunicação.

A segunda alternativa a se avaliar é o transporte dos colaboradores, visto que, existem modelos de negócio que dependem do profissional no local de trabalho – por exemplo, fábrica e restaurantes. Para este segundo caso, existem diversas alternativas que variam desde a contratação de uma empresa de fretamento até o reembolso de corridas em táxi ou aplicativo de mobilidade. É importante considerar que o tipo de transporte utilizado pelo colaborador não será afetado pela greve.

Por fim, para comércios e pequenos negócios, os quais o faturamento depende da circulação diária de pessoas – é o caso de restaurantes, por exemplo – é necessário avaliar o histórico de baixa para mensurar custo versus despesas versus faturamento durante o período da greve. Além disso, criar estratégias para controlar a produção com base no baixo fluxo de clientes, é outra importante forma de mitigar possíveis desperdícios.

Com todos os pontos mapeados e endereçados, não se pode deixar de monitorar o desenrolar da situação e tomar ações adicionais ao longo deste período. Por fim, avaliar se as ações foram suficientes e identificar pontos de melhoria, possivelmente, deixará a empresa mais centrada e segura dos mínimos impactos que a greve trará no dia a dia de suas operações.

*Erik Teixeira é consultor de gestão de riscos na ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.

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