Tecnologia a serviço da Segurança Pública: como as novas ferramentas podem auxiliar no combate à criminalidade

Para discutir o assunto, Brasília recebe nos dias 19 e 20 de março, o II Simpósio Internacional de Segurança. Especialistas do mundo inteiro estarão no evento para debater as inovações na prevenção e investigação dos crimes, além de influenciar na ressocialização e reintegração do preso à sociedade.

Os altos índices de criminalidade no Brasil transformaram o assunto em um dos maiores desafios dos gestores públicos. A Segurança Pública é um tema que precisa ser cada vez mais debatido, já que segundo a OMS, o país ocupa a 9ª posição no ranking de países com o maior número de homicídios do mundo. Ainda segundo a organização, as taxas brasileiras são cinco vezes a média mundial desse tipo de crime.

Diante deste cenário, a tecnologia tem sido cada vez mais apontada como poderoso vetor para a redução nos números da violência, além de ser um fator de influência na ressocialização e reintegração do preso, o que também diminui a reincidência criminal.

Foto: Divulgação

Além de apontar resultados positivos na redução do número de crimes em cidades que investiram em inteligência, o uso das tecnologias aumenta a eficiência dos gastos públicos. Videomonitoramento, base de dados integradas, programas de reconhecimento, biometria, análises avançadas de informações são capazes de potencializar investigações e atuarem inclusive na prevenção de crimes.

Para debater a importância desse assunto, a Capital Federal de prepara para receber na próxima semana o II Simpósio Internacional de Segurança, promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, regional do Distrito Federal (ADPF-DF). O evento que acontece nos dias 19 e 20 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, terá justamente como discussão principal “As inovações tecnológicas no combate à criminalidade”.

Segundo Luciano Leiro, Vice-Presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal e organizador do Simpósio, sem dúvida alguma, o Estado tem dificuldade e escassez de recursos humanos. “Portanto é a tecnologia que vai nos ajudar a otimizar esse quadro e a chegar onde o Estado muitas vezes não consegue. Por isso, colocamos a ADPF como uma facilitadora de conhecimento entre o setor privado e o público. Por isso, o evento será importante para que os participantes conheçam os casos que deram certo no Brasil e no mundo”, garante Leiro.

Para o Coronel Alfredo Deak, Diretor Latam de Defesa & Inteligência da Microsoft, que participará do Simpósio, com o painel “Transformação Digital no sistema prisional”, no dia 19 de março, a tecnologia auxilia na prevenção do crime, quando a Polícia consegue trazer opções para inibir os crimes com recursos de vigilância e monitoramento. “Por exemplo, câmeras de vídeo, sensores, controle de coleta de lixo e iluminação pública podem auxiliar o policiamento para mapear os locais nos quais os crimes mais acontecem”, pontua.

“Já no processo investigativo, o uso de tecnologias, como programas de reconhecimento facial, análise comportamental, inteligência artificial de transcrição de áudios e vídeos são exemplos de ferramentas que auxiliam no processo administrativo e otimizam o tempo também na apuração do crime”, esclarece Deak.

Outro ponto abordado pelo especialista da Microsoft é de que o uso da tecnologia também pode influenciar na ressocialização e na reintegração do preso. Este assunto está em voga no mundo inteiro e o conceito é usar o Machine Learning -área da ciência da computação que significa¨aprendizado da máquina¨ -, que é um processo de coleta e controle de dados para estudar mais de 150 variáveis relacionadas ao preso, como as condições financeiras, físicas, familiares, psicológicas, entre outras, tudo de uma maneira bem personalizada para o trazer de volta à reeducação social assim que sair do sistema penitenciário.

“Nos EUA, por exemplo, o sistema tem grande eficácia, já que as informações são bem analisadas e o objetivo é trazer novas oportunidades para o preso ressocializar e também conseguir oportunidades de trabalho. O Brasil não possui essa ferramenta que, sem dúvidas, é um fator que diminuir os altos índices de reincidência à criminalidade”, explica Coronel Deak.

Leiro complementa que toda a discussão sobre a tecnologia é bem vinda. “Trabalhar medidas que ajudem no combate à criminalidade e também na melhoria da qualidade da prova de um crime é essencial. Na PF, por exemplo, o inquérito policial já pode ser instaurado pelo celular, através do sistema ePol. Os próximos passos, já em teste, envolvem a integração com a Justiça federal”, conclui o Vice-Presidente da ADPF.

II Simpósio Internacional de Segurança no Distrito Federal

A programação do II Simpósio Internacional de Segurança, que acontece nos dias 19 e 20 de março, na Capital Federal é variada com diversos painéis sobre gestão de fronteiras, segurança pública, crimes cibernéticos, sistema penitenciário e Smart Cities. O objetivo é debater sobre as novas tecnologias aliadas à segurança pública, além de trazer uma feira de exposição de produtos e serviços sobre o tema. Especialistas em Segurança Pública, empresários do setor e representantes de instituições policiais também estarão nos dias do evento. A expectativa para esta edição é de que até 2 mil pessoas compareçam ao simpósio.

Serviço:

II Simpósio Internacional de Segurança

Data: 19 e 20 de março

Horário: a partir das 08h

Local: CICB – SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul

Informações e inscrições: www.sintsp.com.br

Instagram: @adpfdfonline

Facebook: @ADPFonline

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