TVE Cultura: adoção de sistema digital abre novo canal de educação

Mudança, além de dar qualidade de som e transmissão à programação, pode permitir que emissora se torne uma plataforma de Educação à Distância nos moldes de parceira paulista.

O governador Reinaldo Azambuja, o secretário Athayde Nery (Cultura e Cidadania) e Bosco Martins, diretor-presidente da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul), realizaram na manhã desta quinta-feira (2) vistoria técnica na sede da TVE Cultura, que finaliza a instalação de equipamentos que vão garantir a migração da emissora do sistema analógico para o digital. Além da melhor qualidade do sinal, a mudança abre caminho para transformar a emissora em um novo canal de Educação à Distância, nos moldes do que já faz a TV Cultura com a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).

A transição para o sistema digital foi resultado de parcerias e doações construídas com a iniciativa privada, envolvendo a instalação de transmissores digitais em Campo Grande e Dourados e a instalação de 60 antenas receptoras pelo Estado –12 delas já se encontram na sede da Fertel e serão instaladas em breve nas maiores cidades de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos foram entregues pela Claro/Embratel.

TVE Cultura – Foto: TVE/Divulgação

A migração começa em 14 de agosto pela Capital, Terenos e Grande Dourados (que, pelo Marco Regulatório do setor, deveria adotar o novo sistema apenas em novembro, sendo possível antecipar o cronograma). No sistema digital, há a possibilidade de distribuição de sinais diferentes em quatro canais (a chamada multiprogramação).

“Isso mostra a importância de parcerias pois, sozinho, dificilmente se faz algo. Com parceiros, vêm a evolução. Sair do sistema analógico para o digital não só vai universalizar o acesso à produção da TVE Cultura, como impõe a manutenção e melhoria da qualidade da programação. Além disso, abre a possibilidade de criarmos um novo canal de educação usando a TV, ajudando na formação e qualificação de profissionais por meio da multiprogramação”, afirmou Reinaldo.

TVE Cultura – Foto: TVE/Divulgação

Fundação Padre Anchieta

O processo segue os moldes do que a Fundação Padre Anchieta, instituição pública do governo de São Paulo que é a mantenedora da TV Cultura, faz com a Univesp TV, criada junto com a Universidade Virtual, que hoje tem cerca de 60 mil alunos.

Desde 2009, a Univesp TV exibe sua programação por 16 horas diárias e na internet em apoio aos alunos da universidade, com produções ligadas aos cursos e exibidos nos polos de ensino da Universidade Virtual –que, além de graduações, também oferece especializações para servidores, como professores– e focados na “formação integral do cidadão” pela produção jornalística, documentários, filmes e musicais.

TVE Cultura – Foto: WhatsApp

Modernização

Athayde Nery destacou que a qualificação técnica da TVE Cultura “integra a emissora à era da cidadania digital, representando um novo momento para a TV pública estadual. Passa a haver melhor qualidade de som e áudio para levarmos esse aspecto da inclusão digital, divulgando nossa cultura e belezas para o Estado, país e o mundo. Sem falar no aspecto educacional, onde se abre um leque de oportunidades usando, por exemplo, a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul)”.

Junto com as antenas e transmissores digitais, o sinal da TVE Cultura passa a ser transmitido pelo satélite StarCom C2, usado pelas principais redes do país, como a TV Globo. “Isso vai levar o sinal da TVE Cultura para 24 milhões de lares, ou cerca de 70 milhões de pessoas. Cultura, produção jornalística, arte e, agora, a possibilidade de veicular uma ação educacional de longo alcance”, destacou Bosco.

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