Bombardeios aéreos e terrestres matam mais de 100 pessoas na Síria

Os intensos bombardeios causaram destruição em Mesraba, na Síria – Foto: Hamza Al-Ajwe/AFP

Uma série de bombardeios ocorridos entre a tarde de segunda-feira (19/02) e a madrugada desta terça-feira (20/02) em Guta Oriental, próximo a Damasco, no Sul da Síria, causou a morte de pelo menos 100 pessoas, a maioria mulheres e crianças.

De acordo com informações das principais agências internacionais de notícias, em Guta Oriental vivem atualmente cerca de 400 mil pessoas, que permanecem cercadas por tropas do Exército e por rebeldes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu das autoridades e dos rebeldes sírios o fim imediato dos ataques contra civis.

O ataque de segunda-feira (19/02) foi o mais violento ocorrido até o momento e causou a morte de 20 crianças, além de ter deixado outras 45 feridas. As pessoas que residem na Região de Guta oriental estão vivendo em péssimas condições, não conseguindo comprar alimentos e nem tendo saúde adequada.

A oposição síria que atualmente vive no exílio denunciou uma “guerra de extermínio” e criticou o “silêncio internacional”, principalmente dos Estados Unidos (EUA) e da Rússia. Os opositores pedem o respeito à dignidade dos civis, e que o regime do presidente/ditador Bashar al-Assad seja investigado por “crimes contra a humanidade”, devido a Guerra Civil na Síria que começou a cerca de sete anos.

Crianças são salvas dos escombros de um prédio em Guta Oriental, na Síria, após o bombardeio desta terça-feira (20/02) – Foto: Reuters

Ao todo, os bombardeios intensos na Síria causaram a morte de 100 civis e 12 rebeldes, segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), cuja sede fica localizada em Londres, capital da Inglaterra.

Testemunhas disseram que os hospitais de Guta Oriental e de Damasco estão superlotados e que suas respectivas equipes médicas estão sobrecarregadas.

Os ataques desta segunda (19) e terça-feira (20) também deixaram 450 pessoas feridas, entre civis e rebeldes sírios. Trata-se da maior ofensiva militar empregada pelo regime de Bashar al-Assad contra os insurgentes. A previsão é que os bombardeios sejam retomados ainda hoje.

Neste momento chega à redação do Campo Grande Notícias, a informação de que os ataques aéreos e de artilharia foram retomados, não somente em Guta Oriental, como também, em outras cidades da região.

Muitos moradores afirmam que há escassez de alimentos e de medicamentos, e que a ajuda humanitária não chega a cidade devido ao bloqueio imposto pelo atual regime sírio.

Um adolescente de 12 anos ficou ferido nesta segunda-feira (19/02) em Guta Oriental, na Síria, durante um bombardeio – Foto: Ammar Suleiman/AFP

O coordenador da ONU para a Ajuda Humanitária na Síria, Panos Moumtzis, disse agora a pouco que “os bombardeios contra civis precisam parar imediatamente”, e que os comboios com a ajuda humanitária precisam ser liberados para entrar nessas regiões.

É imperativo pôr fim imediatamente a este sofrimento humano insensato“, afirmou Moumtzis.

Desde 05 de fevereiro deste ano que a cidade de Damasco e províncias próximas vem sendo bombardeada sistematicamente por tropas sírias, em resposta aos ataques efetuados por rebeldes.

Alguns moradores próximos aos prédios onde estão localizados os rebeldes decidiram sair de suas casas, em decorrência do medo de novos ataques.

A Guerra Civil na Síria começou quando manifestantes sírios saíram pacificamente as ruas pedindo reformas democráticas. Tropas do Exército Sírio foram enviadas para as cidades e reprimiram violentamente os rebeldes, chamados de “terroristas” por Bashar al-Assad.

O conflito, que a princípio era local, rapidamente se tornou regional, atingindo outros países próximos como o Iraque e a Turquia. Os Estados Unidos (EUA), que apoiam os rebeldes, e a Rússia, que apoia o presidente/ditador Bashar al-Assad, também se envolveram no conflito.

Para complicar ainda mais esse jogo de interesses promovido pelos países do Ocidente e os do Oriente, jihadistas do Estado Islâmicos também se fizeram presente no conflito, e desafiaram a Comunidade Internacional, promovendo brutais atentados em vários países do mundo.

Com informações das Agências Associated Press, France Presse e Reuters

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