O sentido de Religião

Nada melhor do que falar sobre os assuntos transcendentais, aqueles que erguerão, definitivamente, o Homem-Espiritual, apto a domar os excessos materializantes de uma globalização firmada sobre a mentalidade de que o consumismo desenfreado é a felicidade ideal para a criatura humana. Isso é uma fraude, a começar pelo fato de que multidões não possuem o suficiente para se manterem dignamente vivas.

Não sou contra o comércio. Seria uma doidice. Apenas tenho a convicção de que o ser vivente, com seu Espírito Imortal, deve ser o centro da Economia e não um seu joguete. Daí o valor do sentimento religioso, quando verdadeiramente se expressa pelo Amor, o Regente Supremo da Fraternidade e da Solidariedade de que o mundo continua carecendo. Precisamos finalmente caminhar mais adiante e dizer que o Espírito Eterno, que habita o corpo humano, ele sim, é a medida de todas as coisas, porquanto é Cidadão Celeste.

Economia sem sentimento superior de Alma resulta nos diversos tipos de poluição que vão liquidando, a olhos vistos, a nossa residência coletiva que muitos pretendem, pelos seus atos de extrema ganância, converter num cortiço, em que também fatalmente morarão.

Para superar esse estado de coisas, quebrar essa estrutura alienada de progresso de destruição, é preciso que todos se unam: religiosos e ateus, no encontro das soluções que se mostram urgentes.

Acima de tudo, há que vigorar a Fraternidade Ecumênica, capaz de congregar os adversos e fazer surgir de seus paradoxos soluções para os problemas que estão afogando a Humanidade em crescente fuligem.

A esse processo de harmonização para transformar ativamente chama-se também Ecumenismo.

* José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

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