Roda de Conversa aborda a arte contemporânea nos espaços museológicos

Athayde Nery, secretário de Cultura de Mato Grosso do Sul – Foto: André Messias/FCMS

Campo Grande (MS) – Foi realizada na manhã desta sexta-feira (17) no Museu de Arte Contemporânea (Marco) uma roda de conversa sobre a arte contemporânea nos espaços museológicos, com a museóloga Cátia Louredo, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O evento antecede a Semana Nacional de Museus, que este ano vai acontecer de 15 a 21 de maio.

O secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, esteve presente e disse que a questão da memória é importante no Estado. “As crianças e jovens de hoje estão distante dessas áreas da arte e cultura. Discutir o que temos e para onde vamos é importante, e a questão dos museus é fundamental. Estamos produzindo a escultura de Manoel de Barros, ícone que se inspirou no nosso Pantanal. Este ano Mato Grosso do Sul está fazendo 40 anos e só temos como fazer o resgate da memória por meio da arte. Também este ano completa-se 150 anos da Retirada da Laguna, referência histórica que definiu essa geografia que temos hoje. E os 300 anos da Rota das Monções, que constrói todo esse itinerário que temos hoje, era o ouro daquela época”.

Cátia Louredo, Museóloga do MAM/RJ – Foto: André Messias/FCMS

Athayde falou da importância de a sociedade participar das atividades do Museu. “As crianças estão agora vindo ao museu para as peças de teatro do Grupo Unicórnio, que estão sendo encenadas aqui no Marco nos fins de semana, e aproveitam para ver as exposições. Isto é uma apropriação do museu”. Desejou a todos os presentes um bom trabalho e que tirem ensinamentos para colocar em prática.

A museóloga Cátia Louredo, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), iniciou a Roda de Conversa com um vídeo sobre o MAM. Ela disse que do acervo mais tradicional do museu, 80% é formado de pinturas e esculturas e deu exemplo de como essas obras são exibidas. Cátia é responsável pela documentação e preservação das obras e citou alguns exemplos do Departamento de Museologia para pensar a conservação.

O MAM foi instituído na década de 1940 e em 1960 foi terminada a sua montagem. Trata-se de uma associação de amigos, e não de um órgão público. A característica do acervo são obras de arte moderna brasileira e alguns nomes internacionais. Em 1978 o museu sofreu um incêndio e 90% do acervo, que tinha mais de mil obras, foi perdido.

Público durante a Roda de Conversa realizada nesta sexta-feira (17/02) no Marco, em Campo Grande (MS) – Foto: André Messias/FCMS

Devido ao incêndio, o MAM fez uma grande campanha para recompor o acervo e nesse contexto, surge com estrutura arquitetônica e ideológica de reunir o máximo possível de manifestações culturais. Possui acervo de cinema brasileiro, música e artes visuais. Em 1990, estabeleceu comodato com a coleção de Gilberto Chateubriand.

Para Cátia, cada obra que chega é um desafio novo na arte contemporânea. “É a garantia do registro do artista de hoje para ser experimentado pelas novas gerações. O desafio da montagem e conservação na arte contemporânea é encarar cada obra com um novo universo. Não tem como aplicar regras para o que você recebe. Cada obra é um novo desafio”.  Sobre a Semana Nacional de Museus, ela diz ser uma oportunidade de “reunir todo mundo e as instituições trocarem experiências”.

Quem quiser entrar em contato com Cátia para informações sobre documentação e preservação de obras contemporâneas e sobre o MAM basta utilizar o e-mail: catialouredo@hotmail.com.

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