MS Agro 2016: evento reúne mais de 200 pessoas para debater eficiência de gestão

Realizado pela Famasul, em parceria com o Senar/MS e a Aprosoja/MS, o evento aconteceu nesta quinta-feira.

Foto: Divulgação

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Debater temas atuais do cenário econômico e político nacional e seus impactos na agropecuária. Foi com este objetivo que a 7ª edição do MS Agro reuniu mais de 200 pessoas, nesta quinta-feira (24), na sede do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, em Campo Grande.

Na avaliação do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, o evento foi idealizado com intuito de possibilitar o debate de uma das maiores demandas do setor. “Um dos assuntos mais elencados nas pautas do agronegócio é a necessidade de investir na eficiência da gestão das empresas rurais e por isso, entendemos que é necessário aliar a correta aplicação das tecnologias produtivas com o gerenciamento da atividade pecuária”, ressalta.

O tema ‘Gestão – uma ferramenta para novas oportunidades’ reforçou o interesse do setor produtivo em se preparar para os desafios econômicos do cenário regional e nacional, que tem na agropecuária o principal gerador de índices positivos.

O evento é realizado pelo Sistema Famasul em parceria com o Senar/MS – Serviço Nacional de aprendizagem Rural e a Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS e contou com a participação do presidente, Christiano Bortolotto que lembrou o destaque do tema, trabalhado nas 18 edições do Circuito Aprosoja realizados em 2016.

“A gestão das propriedades rurais foi o assunto mais debatido nos eventos, isso porque não basta que o produtor domine a tecnologia, mas também o gerenciamento de todas etapas produtivas”, argumenta.

Planejamento estratégico – a gestora do departamento econômico do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, lembra que o MS Agro tem, entre outras finalidades, o objetivo de que os dirigentes possam se atualizar das novidades discutidas pelo setor no cenário nacional. “A cada edição procuramos escolher conteúdos que estejam em destaque na economia e política, pois, ambos são os principais influenciadores na cadeia produtiva do agronegócio. Por isso, optamos este ano por debater a gestão que é uma das principais ferramentas para desenvolvimento de um bom negócio”, observa.

Representando o Governo do Estado, o secretário da Sepaf – Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas, destaca que Mato Grosso do Sul se sobressai no cenário nacional em razão dos altos índices produtivos. “A produção de carne e soja cresce em volume e qualidade anualmente, em razão da tecnificação na atividade. No entanto, o governo também está atento ao público de 70 mil produtores familiares que tem contribuído para a produção de alimentos e necessita de apoio para produzir mais e com qualidade”, pontua.

Em busca do cenário ideal – o ex-ministro do Trabalho, Planejamento e professor da Fundação Don Cabral, Paulo de Tarso Almeida Paiva, apresentou a palestra ‘Navegar em tempos de tormentas e incertezas é preciso’ na qual fez uma analogia da economia nacional com a de uma empresa privada. “A análise de Swot avalia as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de uma instituição e procuramos adequar a realidade do Brasil. Apesar de um crescimento anual modesto de 2,6% no PIB nacional, nos últimos 16 anos, contamos com componentes positivos para a retomada do crescimento econômico como a estabilidade institucional, equilíbrio macroeconômico e ganho de produtividade”, detalha o economista.

A segunda explanação ficou a cargo do economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, que fez uma análise das ‘Perspectivas políticas e econômicas para o ano de 2017’. Com importante participação na trajetória da política nacional, o profissional apresentou números que demonstram a evolução da economia brasileira na última década. “Encerramos o ano com declínio da inflação, mas em contrapartida um percentual elevado do desemprego e algumas incertezas externas como a operação Lava Jato e a vitória de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos. Ainda assim, são possibilidades que não se confirmaram e que podem ser superadas pelo Brasil”, informa.

Nóbrega reforça ainda, o papel fundamental da região Centro-Oeste que possibilitou ao Mato Grosso do Sul a consolidação na produção de grãos e o destaque na exportação das matérias-primas mais vendidas no cenário global. “Nos últimos 10 anos, os produtores sul-mato-grossenses conquistaram um crescimento de 130% na produção de grãos, contribuindo para que o país se destacasse como potência agrícola inequívoca e fosse responsável pela 3ª revolução agrícola: a agricultura tropical de alta eficiência”.

Ao final das apresentações, os palestrantes participaram do talk show ‘Gestão! Uma ferramenta para novas oportunidades’, mediado pela jornalista especializada em Economia, Denise Campos de Toledo.

Estiveram no MS Agro 2016, o presidente da Biosul, Roberto de Hollanda; o vice-presidente do Sistema Famasul, Nilton Pickler; o diretor tesoureiro e presidente da Fundação, Luis Alberto Moraes Novaes; a diretora secretária, Terezinha Candido;  o diretor executivo, Lucas Galvan; o superintendente do Senar/MS, Rogério Beretta, a secretária da Sedesc, Darleng Campos; presidente da Reflore, Moacyr Reis; o superintendente regional do Mapa, Celso Martins; diretora-adjunta da Iagro, Marina Dobaschi, entre outros representantes políticos e do setor.

Além das lideranças já citadas, estiveram presentes os presidentes dos sindicatos rurais: Florindo Cavalli Neto, de Santa Rita do Pardo; Eduardo Antonio Sanchez, de Aparecida do Taboado; Moezis José dos Santos, de Anastácio; Ligia Franciscon Ricardo, de Anaurilândia; Osvin Mittank, de Aral Moreira; Leandro Mello Acioly, de Bela Vista; Manoel Agripino Cecílio de Lima, de Bataguassu; Adolfo Chorati Cavalhieri, de Brasilândia; Marcelo Bertoni, de Bonito; Antonio Uberto Maran, de Caarapó; Ruy Fachini Filho, de Campo Grande e Saturnino Silvério Pereira, de Camapuã.

Participaram também: Lúcio Damália, de Dourados; José Ricardo Casotti, de Fátima do Sul; Otávio Vieira de Mello, de Itaporã; Edy Elaine Tarrafel, de Ivinhema; José Eduardo Meireles Grubert, de Jardim; João Firmino Neto, de Laguna Carapã; Juliano Schmaedecke, de Maracaju; Claudio Antonio Straliotto, de Nioaque; Telma Menezes de Araújo, de Nova Alvorada do Sul; Wilberto Antonio de Amaral, de Paranaíba e João Borges dos Santos, de Terenos.

Os presidentes dos sindicatos rurais de Tacuru (Maria Neide Casagrande Munaretto); de Chapadão do Sul (Rudimar Artur Borgelt); de Coxim (Mário da Fonseca Pires da Silva) e de Iguatemi (Hilário Parise).

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